
O ácido aspártico (cuja abreviatura é Asp, ou D) é um dos vinte α-aminoácidos proteogénicos (o estereoisómero L), com fórmula química HOOCCH(NH2)CH2COOH. Este é codificado pelos codões GAU e GAC.
O ácido aspártico, tal como o ácido glutâmico, é um aminoácido acídico, uma vez que a sua cadeia lateral possui um grupo ácido carboxílico, cujo pKa é de 3,9. No entanto, o pKa deste pode variar, dependendo das condições do ambiente em que se encontra. Este, quando em solução, apresenta-se sob a forma de aspartato.
Na sua forma pura, o ácido aspártico é um sólido cristalino incolor, com massa molar 133,10 g / mol e uma densidade de 1,7. Possui um ponto de fusão na ordem dos 270ºC, e um ponto de fusão (que corresponde ao seu ponto de decomposição) da ordem dos 324ºC.
Foi descoberto pela primeira vez em 1827 por Plisson, por aquecendo extracto de espargos até à ebulição, na presença de uma base, tendo sido obtido a partir da asparagina.
O aspartato é um aminoácido não-essencial para os mamíferos, sendo este produzido a partir do oxaloacetato, por transaminação. Também pode ser sintetizado a partir da ornitina e da citrulina, no ciclo da ureia. Nas plantas, e em alguns microrganismos, este é um percursor de vários aminoácidos, incluindo quatro aminoácidos essenciais para os humanos: metionina, treonina, isoleucina e lisina. A asparagina é também derivada do aspartato via transaminação.
O aspartato é também um metabolito do ciclo da ureia e da gluconeogénese, estando associado à conversão do oxaloacetato a malato. Este também é dador de um átomo de azoto (N) na biossintese de inosina, o percursor das bases púricas (adenina e guanina).
O aspartato desempenha papeis fundamentais em muitas das enzimas dos seres vivos, sendo um dos resíduos chave em muitos processos, como proteólises (proteases aspárticas), reacções ácido-base, estabilização de cargas. No caso da ATP sintase, á o aspartato o aceitador dos protões.
O aspartato é também um neurotransmissor, estimulando receptores NMDA (N-metil-D-aspartato), no entanto desencadeia um sinal menos intenso que o glutamato.
O aspartato é produzido sinteticamente, através da utilização de fumarato de amónio e a aspartase da E. coli.
Fonte: Wikipédia
