A tujona (C10H16O), cujo nome científico da IUPAC é 1-isopropil-4-metil-diciclo-[3.1.0]-hexan-3-ona, é um terpeno que existe sob a forma de dois diasteroisómeros: (-)-α-tujona e a (+)-β-tujona. À temperatura ambiente, a tujona é um líquido amarelo-esverdeado, com um odor mentolado. Possui uma massa molar de 152,23 mol/g, um ponto de ebulição de 200,5ºC e uma densidade de 1,009. É insolúvel em água, mas solúvel em etanol.
Este terpeno é um derivado do tuieno, que existe em várias plantas, nomeadamente a tuia (Thuja occidentalis), a salva e em algumas espécies de menta. Porém esta é mais conhecida ser um dos metabolitos da Artemisia Absinthium, sendo por isso um dos constituintes do absinto. Existe na natureza sob a forma de uma mistura dos dois isómeros num rácio α/β de 1:2.
A tujona é um antagonista do receptor GABAA. Ao inibir a activação do receptor, a despolarização das membranas dos neurónios ocorre mais facilmente, o que pode provocar espasmos musculares e convulsões. Também é um antagonista do receptor 5-HT3. O valor do DL50 para este composto é de 45mg/Kg, pelo que uma dose de 30mg/Kg tem uma taxa de mortalidade de 0%, e uma dose de 60mg/Kg tem uma taxa de mortalidade de 100%. Em testes realizados em ratinhos, doses superiores a 60mg/Kg provocaram convulsões, e levando à morte destes em menos de um minuto. A tujona é, portanto, um composto tóxico quer para os neurónios,
como para o tecido hepático.
Embora antigamente se pensasse que o absinto continha grandes quantidades de tujona, estudos recentes mostraram que esta se encontra numa concentração, em média, de 25,4mg/L. Na UE, apenas se pode comercializar absinto cuja concentração de tujona não ultrapasse os 35mg/L.



