Uma das incógnitas no ramo de reprodução dos mamíferos é saber como é que os espermatozóides sabem o caminho a percorrer até alcançar o óvulo da mulher, nas trompas de falópio. Mas um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Ítaca especialista no movimento dos espermatozóides parece ter dado um grande passo para perceber como isto realmente acontece.

Existem até então dois modelos que podem descrever o modo como os espermatozóides se orientam, um baseia-se no “faro” que os espermatozóides têm. Ou seja, o espermatozóides seguem um resto específico de substâncias química que encontra dentro do órgão reprodutor feminino de modo a alcançar o óvulo. Contudo, se isto assim acontecesse, seria um método pouco viável e com grandes possibilidade de fracassar, uma vez que o rasto poderia ser facilmente interrompido num local e impedir todo o processo reprodutivo. A proposta deste grupo de investigadores é que os espermatozóides “nadam” contra a corrente, isto é, o movimento característico de rotação da cauda dos espermatozóides parece levá-los até ao destino.
Como durante uma relação sexual é a libertação de fluídos por parte do sistema reprodutor feminino, isto faz com que estes tenham um fluxo descendente. Assim como o movimento dos espermatozóides leva-os a “nadar” contra a corrente, estes vão se movimentar ascendentemente em direcção ao óvulo. Esta proposta é fortemente sustentada em resultados experimentais, onde espermatozóides são colocados em uma solução que possuí um certo fluxo (semelhante ao que acontece nas fêmeas). O que se constatou é que independentemente do fluxo, os espermatozóides se orientavam sempre contra o fluxo e se moviam na direcção contrário à do movimento do fluído. Os próprios cientistas ficaram maravilhados com a coordenação com que isto acontecia.
Para além disso, outro ensaio permitiu fortalecer esta hipótese em detrimento da anterior, uma vez que estudos com espermatozóides sem cabeça revelavam o mesmo comportamento. Sendo que se pensava que era a cabeça do espermatozóides que “farejava” o rasto química.
Fonte: ScienceNews


