A molécula desta semana é o retinal, que é uma das formas animais da famosa vitamina A.
Estrutura e propriedades
Nome IUPAC: (2E,4E,6E,8E)-3,7-dimetil-9-(2,6,6-trimetilciclohexen-1-il)nona-2,4,6,8-tetraenal
Formula estrutural: [latex]C_{20}H_{28}O[/latex]
Massa molar : 284.436 g/mol
Solubilidade: Quase insolúvel em água e solúvel em lípidos.
O retinal, ou retinaldeído, é o cromóforo que se liga a umas proteínas chamada opsinas, que são a base química da visão animal.
Síntese
As únicas maneiras de o nosso organismo obter o retinal que necessita são:
- Ingestão directa a partir do consumo de carnes
- Metabolismo de um dos quatro carotenoides seguintes: Alfa-caroteno, beta-caroteno, gama-caroteno ou beta-criptoxantina.
Os inveterbrados utilizam formas hidroxiladas do retinal, que derivam de xantofilas.
Usos

O retinal é essencial para a nossa visão, já que o processo de “ver” começa com a fotoisomerização
desta molécula. Quando o retinal absorve um fotão, passa da sua forma 11-cis para completamenta trans, interagindo com a protéina que o contem (uma opsina) e originando um sinal celular que vai ser processado pelo cérebro. Diferentes opsinas, que são os pigmentos visuais originam diferentes espectros de absorção
Em baixo está o processo pelo qual o retinal actua nas células fotoreceptoras, o ciclo visual:(cores).
O retinal também pode ser convertido é ácido retinoico que é um molécula de sinalização e hormona bastante importante.



