A molécula desta semana é a lisozima, uma proteína que está presente nas lágrimas, saliva, muco e leite produzidos por seres humanos e em bastante quantidade nas claras de ovo. Foi descoberta oficialmente em 1922 por Alexander Fleming quando este inoculou em culturas bacterianas uma amostra de muco nasal pertencente a um dos seus paciente que sofria de gripe.
É uma enzima pertencente à família das hidrolases glicosídicas (EC3.2.1.17), que ataca os proteoglicanos presentes nas cápsulas bacterianas (em especial das bactérias gram positivas, como da família Streptococcus), hidrolisando as ligações beta-1,4 entre o ácido N-acetilmurâmico e a N-acetil-D-glucosamina.
Esta enzima tem um papel bastante importante no nosso organismo pois permite a protecção, em conjunto com outra proteínas, de zonas que não podem ficar secas, como os olhos e outras mucosas, permitindo o seu bom funcionamento e evitando doenças. No caso dos olhos é fácil observar quando a protecção enzimática da lisozima falha ou é insuficiente, pois dá origem a conjuntivites.
É uma proteína extremamente fácil de cristalizar, obtendo-se cristais perfeitos de grandes dimensões, o que leva ao seu uso significativo em aulas de cristalografia.





