A molécula desta semana não será um aminoácido, para variar um pouco.
Esta semana é a vez da Atropina.
Estrutura e propriedades
Nome IUPAC: (RS)-(8-metil-8-azabiciclo[3.2.1]oct-3-il) 3-hidroxi-2-fenilpropanoato
Formula estrutural: [latex]C_{17}H_{23}NO_{3}[/latex]
Massa molar: 289.37 g/mol
A atropina é na verdade uma mistura racémica de D-hiosciamina e L-hiosciamina (enantiómeros), em que maior parte do seus efeito fisiológicos advem da L-hiosciamina. Pertence à classe dos alcalóides tropanos.
Biossíntese
A atropina é encontrada como metabolito de muitas plantas, em especial as da família Solanaceae, à qual pertencem a Atropa
Belladonna e Datura Stramonium, duas plantas que produzem elevados niveis de atropina.
Efeitos no organismo
A atropina tem um efeito anticolinergico no nosso sistema nervoso (é um antagonista competidor dos neurorreceptores de acetilcolina).
É usada em oftalmologia para causar mirdríase (dilatamento das pupilas) e para paralizar o musculo ciliar do olho, permitindo o procedimento de várias cirurgias ou tratamentos. Este efeito também era utilizado por mulheres da Renascença, que usavam sumo de Atropa Belladonna para dilatar as pupilas por razões estéticas – esta prática voltou a ser usada por um breve período de tempo no secúlo 19 em Paris.
Também pode ser usada para o tratamento de bradicardia, pois inibe a acção do nervo vago, causando um aumento na frequência cardíaca.
Envenenamento
Tal como todos os compostos com actividade fisiológica a diferença entre um medicamento e um veneno reside na dose administrada, e atropina não é excepção.
Tendo um LD50 de 75 mg/kg (em ratos) este composto é uma droga bastante letal em pequenas quantidades, pelo que se deve evitar o contacto e ingestão de plantas que o contenham.




