
Traços faciais de um indivíduo com acromegalia. Crédito: Wikipédia
Acromegalia é uma doença causada por uma disfunção hormonal a nível da glândula pituitária, causando uma elevada produção de hormona de crescimento (abreviado GH, do inglês Growth Hormone). O seu nome deriva do grego significando “aumento das extremidades”, o que reflete um dos principais sintomas que caracteriza a doença, o crescimento anormal das mãos e pés.
A produção excessiva de GH deve-se à existência de tumores benignos encontrados na glândula pituitária denominados adenomas.

Diferença entre a mão de um indivíduo saudável (esquerda) e de um indivíduo com acromegalia (direita)
Trata-se de uma doença curável na maioria dos pacientes, podendo no entanto ser fatal quando diagnosticada tardiamente. Tem como consequências para o organismo o aparecimento de diabetes tipo 2, pressão sanguínea elevada, risco aumentado de doença cardiovascular e artrite.
É normalmente diagnosticada em adultos de meia idade, podendo no entanto ser encontrada em qualquer faixa etária. Quando ocorre durante a infância denomina-se de gigantismo. Estima-se que 3-4 pessoas em cada milhão desenvolve acromegalia todos os anos.

Diferença entre um indivíduo normal (esquerda) e um indivíduo com gigantismo (direita)
Nas crianças a existência da placa epifisária leva a um crescimento anormal dos ossos originando membros extensos, levando a que estas adquiram uma estatura bastante elevada.
Em adultos como ocorreu fusão de placa epifisária, os ossos não se podem alongar, não resultando portanto num crescimento dos membros. No entanto os ossos da face sofrem alterações resultando na protuberância da testa e queixo, assim como um aumento do osso nasal e espaçamento dentário.
A forma de tratamento passa essencialmente pela cirurgia de forma a se remover o tumor. Pode contudo requerer o uso de fármacos e/ou radioterapia com o objectivo de diminuição do tumor previamente à cirurgia.
Fontes:

