Um óleo essencial é um concentrado líquido hidrofóbico que contém compostos voláteis com aromas. São também conhecidos por óleos voláteis, ou óleos etéreos. Um óleo é “essencial” no sentido de carregar o odor distinto, ou essência, de uma planta.
Os óleos essenciais são extraídos por destilação, normalmente recorrendo-se ao vapor. Outros processos muito utilizados são a expressão e a extracção por solvente.
Estes óleos essenciais são utilizados em perfumes, em sabões, em alimentos, como aromatizante, em incensos e produtos de limpeza, etc.
Os óleos essenciais foram muito utilizados pela Medicina ao longo da História, porém estes foram sendo postos de parte com o decorrer do tempo. A medicina moderna encontra-se menos inclinada para a utilização destes óleos voláteis, interessando-se mais pela obtenção de compostos químicos no seu estado mais puro (é importante relembrar que os óleos essenciais não correspondem a um composto químico isolado, mas sim a uma miríade deles).
No entanto, nestas últimas décadas, os óleos essenciais têm reconquistado a atenção do Homem, principalmente por causa das medicinas alternativas que tanto estão na moda.
O primeiro registo de referências a técnicas e métodos usados para produzir óleos essenciais data do período de 1188-1248, de Ibn al-Baitar, um químico e farmacêutico de Andaluzia.
Actualmente, os óleos essenciais mais comuns – óleos de lavanda, hortelã e eucalipto – são obtidos por destilação. A matéria-prima vegetal, como flores, folhas, caules, casca de troncos, raízes ou sementes, é colocada num alambique, sobre água. À medida que a água aquece, o vapor passa pela matéria-prima, vaporizando os compostos voláteis. Os vapores circulam ao longo de uma espiral, onde condensam, os quais são depois recolhidos num recipiente colector.
A maioria dos óleos são obtidos apenas a partir de uma única destilação.
O líquido condensado obtido é denominado por hidrolato, ou destilado erval. Hidrolatos populares incluem a água-de-rosas, a água de lavanda, o bálsamo de limão e a água de flor-de-laranjeira.
Os óleos das cascas de citrinos são expressos mecanicamente ou prensados a frio (numa forma similar à extracção do azeite das azeitonas). Devido às moderadas quantidades de óleos de casca de citrinos e ao baixo custo de produção da matéria-prima, os óleos de citrinos são dos mais baratos. Antes da descoberta da destilação, todos os óleos essenciais eram obtidos por expressão.
Muitas flores contêm muito poucas quantidades de óleos voláteis, o que inviabiliza a expressão; os seus componentes químicos são demasiado delicados para serem extraídos por destilação a vapor. Em vez destas técnicas, solventes como hexano, ou dióxido de carbono supercrítico, são usados para extrair estes óleos. A extracção por solventes hidrofóbicos como o hexano leva, não só à obtenção dos compostos voláteis, mas também a uma mistura de ceras, resinas e outros compostos lipofílicos, que devem ser removidas. A separação dos compostos voláteis destas ceras e resinas é realizada através de uma segunda extracção, com solventes menos apolares, como álcool etílico. A remoção do etanol por vaporização dá origem ao absoluto.
O dióxido de carbono supercrítico é usado como solvente em extracções por fluidos supercríticos. Este método apresenta muitas vantagens, incluindo a presença de resíduos petroquímicos no produto. No entanto esta extracção também não origina um absoluto directamente, pois extrai também inúmeras ceras e resinas, as quais requerem um processamento subsequente com dióxido de carbono líquido (por diminuição da temperatura). A utilização de temperaturas baixas previne a decomposição e desnaturação dos compostos. Quando a extracção estiver concluída, a pressão é reduzida para que o dióxido de carbono volte ao estado gasoso, deixando o absoluto (sem deixar resíduos). O dióxido de carbono supercrítico é também usado para produzir o descafeinado.
Fonte: Wikipédia


