A betametasona é um potente glucocorticosteróide com propriedades anti-infamatórias e imunossupressoras. Ao contrário de outros fármacos desta família, a betametasona não provoca retenção de água. Pode ser aplicada sob a forma de cremes, unguentos, espumas, loções ou géis para tratar respostas alérgicas. Também pode ser prescrita conjugada com fosfato de sódio sob a forma de injecção intra-muscular, como forma de tratamento de reacções alérgicas face a alguns alimentos ou plantas.
A betametasona encontra-se disponível de várias formas: dipropionato de betametasona; fosfato betametasona sódico; valerato de betametasona. Existe também combinado com ácido salicílico para tratar a psoríase.
A betametasona pode levar a alguns efeitos secundários, como irritação cutânea, mudanças na pigmentação da pele, sensação de ardor, estrias, crescimento excessivo do cabelo.
A betametasona é também utilizada para estimular a maturação fetal dos pulmões, e para diminuir a incidência e mortalidade por hemorragia intracraniana em crianças prematuras. No entanto, uma vez que este fármaco atravessa a placenta (o que é necessário para o seu funcionamento), esta também pode levar a outras complicações, como hipoglicémia e leucocitose em recém-nascidos.
Em termos químicos, a betametasona (também conhecida como celestona), cuja fórmula molecular é C22H29FO5 e cujo nome segundo a IUPAC é (11β,16β)-9-fluoro-11,17,21-triidroxi-16-metilpregna-1,4-diene-3,20-diona, é um glucosteróide derivado do colesterol. Possui uma massa molar de 392,461 g / mol, e um ponto de fusão (previsto) de 264ºC. É um fármaco, disponível apenas por prescrição médica, usado por via oral, tópica e/ou intra-muscular. É metabolizado no fígado, tem um tempo de semi-vida de 36-54 horas e é excretado pelos rins, na urina.
Fontes: ChemSpider | Wikipédia

