Uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência chegou à conclusão que o MRN (complexo proteico) une o DNA nas pontas dos cromossomas, o que pode ser prejudicial e promover a incidência de cancro.
O investigador Miguel Godinho Ferreira afirmou que o aumento de doenças oncológicas na velhice pode ser elucidado pelo facto dos telómeros (estruturas protetoras) se desgastarem com a idade. Este fenómeno leva a uma instabilidade cromossómica que origina o cancro.

Fonte: infoescola
Apesar deste já ser um conhecimento adquirido, Clara Correia Reis, Sílvia Batista e Miguel Godinho Ferreira, bem como todos os investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência quiseram saber qual o papel do MRN na instabilidade cromossómica.
A Equipa descobriu que o MRN funciona como uma “pinça”, ou seja, um tipo de molécula com dois braços que se liga a duas pontas de cromossomas. Como a molécula apresenta uma estrutura flexível em V, une as duas extremidades dos cromossomas.
O especialista explica que “a ausência de telómeros é reconhecida pela célula como danos no DNA e a maneira de reparar o ‘dano’ é juntar as pontas num processo chamado ‘non-homologous end joining’. O que, nas pontas dos cromossomas, é uma má ideia. Se tivermos dois cromossomas juntos durante a divisão celular, estes podem quebrar originando mais pontas que juntam outra vez produzindo um ciclo de diversidade cromossómica a que damos o nome de instabilidade genómica. Acreditamos que este processo possa estar na origem do cancro”.
Se esta junção das pontas de DNA, que é originada pelo MRN, for impedida pensa-se que se pode evitar a instabilidade cromossómica que está na origem do cancro.
Bibliografia: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=56474&op=all
