Em 1845, o escritor alemão Heinrich Hoffmann publicou um livro para crianças chamado “Der Struwwelpeter”, cuja personagem principal, o “Struwwelpeter”, caracterizava-se por possuir um cabelo despenteado. O livro tinha como intenção alertar as crianças sobre as más práticas de higiene. Contudo existem crianças com um cabelo semelhante ao do “Struwwelpeter”, normalmente claro e desgrenhado, impossível de pentear, cuja culpa se deve a uma rara mutação genética.
A esta condição chama-se de Síndrome dos cabelos impenteáveis ou Pili trianguli et canaliculi. As pessoas afetadas possuem um cabelo seco e frisado, uma cor pálida, e como o nome indica, impossível de pentear.
Enquanto o cabelo liso quando observado ao microscópio eletrónico tem um corte circular, os cabelos de pessoas com esta síndrome apresentam uma forma triangular ou de coração.

Imagem de microscopia eletrónica de um cabelo normal e de um cabelo de uma pessoa com Síndrome dos cabelos impenteáveis
Qual a causa da Síndrome dos cabelos impenteáveis?
Três genes foram identificados como sendo responsáveis – PADI3, TGM3 e TCHH. Quando um destes genes possui alguma mutação, a estrutura do cabelo é afetada.
Qual a incidência na população?
Até há data apenas 100 casos foram reportados, no entanto vários casos podem não ter sido diagnosticados. Convenhamos, quando foi a última vez que foste a o médico por ter o cabelo despenteado? Visto que habitualmente esta síndrome não acarreta outros problemas de saúde as pessoas têm tendência a não procurar assistência médica.
Portanto se têm um cabelo “impossível” de pentear, não temam! Podem apenas ter uma mutação num destes genes.
Fontes:
Lallensack, R. (2016, 22 de Novembro). Bad hair day? ‘Uncombable hair syndrome’ traced to gene mutations. Retirado de https://is.gd/7fZ4D5
Wikipedia. (2016, 30 de Novembro). Struwwelpeter. Retirado de https://is.gd/pn6Uux
Ü. Basmanav et al., Mutations in Three Genes Encoding Proteins Involved in Hair Shaft Formation Cause
Uncombable Hair Syndrome, The American Journal of Human Genetics (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.ajhg.2016.10.004



