A fasciite necrotizante é uma doença conhecida popularmente como sendo causada por “bactérias devoradoras de carne”. Apesar de assim ser conhecida, a sua causa advém-se a várias espécies de bactérias, como é o caso dos Streptococcus de grupo A, Klebsiella, Clostridium, Escherichia coli, Staphylococcus aureus, e Aeromonas hydrophila, entre outras. As bactérias Streptococcus do grupo A são consideradas as principais causadoras desta doença.
Trata-se de uma infeção muito rara que evoluiu de forma rápida e agressiva e que afecta as camadas mais profundas da pele e tecido subcutâneo, espalhando-se através do compartimento fascial, daí o nome da doença. A fáscia é uma banda de tecido conjuntivo, principalmente colagénio, que se encontra sob a pele, enclausurando e separando os músculos e outros órgãos internos. Quando não tratada prontamente pode resultar em amputação da zona afectada, ou mesmo levar à morte.
A principal forma de adquirir fasciite necrotizante é através de um corte, picada, mordidela ou queimadura que permita a entrada das bactérias.
A fasciite necrotizante ocorre principalmente em indivíduos com um sistema imunitário comprometido e com falta de boas práticas de higiene. Pode também ocorrer em situação de pós-operatório quando causada por bactérias multi-resistentes a antibióticos, como é o caso da bactéria Staphylococcus aureus meticilina-resistente (MRSA).
O tratamento passa numa primeira linha pela administração de antibióticos e seguido da remoção do tecido necrótico.
Algumas das imagens que se seguem podem ser extremamente gráficas não sendo aconselhadas a pessoas sensíveis.
Pacientes com fasciite necrotizante. Presença de eritema e necrose
Fontes:
Wikipedia – Necrotizing fasciitis
Necrotizing Fasciitis: A Rare Disease, Especially for the Healthy
Necrotizing soft tissue infection





