A depressão é uma doença do foro psiquiátrico que causa sintomas de tristeza e perda de interesse. Esta doença afeta a maneira como as pessoas se sentem, pensam e comportam e pode levar a grandes transtornos físicos e mentais. Esta doença é, muitas vezes, recorrente e associada a sentimentos de ansiedade. (1)
A depressão não deve ser confundida com tristeza, muitas vezes sentida após acontecimentos infelizes e que é temporária e, de um modo geral, compatível com uma vida normal. Esta doença, no entanto, pode passar despercebida durante vários anos, já que os sintomas podem ser atribuídos a outras causas. Há muitos doentes que não procuram ajuda profissional. (2)
A Organização Mundial de Saúde estimou, em 2012, que 350 milhões de pessoas sofrem de depressão. (3)
Embora esta doença afete homens e mulheres, é mais prevalente no sexo feminino (rácio 2:1 mulheres:homens). Pessoas com outros problemas do foro mental estão em maior risco de ter depressão e também está comprovada uma tendência hereditária para alguns tipos de depressão. A depressão afeta pessoas de todas as faixas etárias, desde crianças, a adolescentes, adultos e idosos. (1,3)
A depressão causa uma redução significativa da qualidade de vida dos doentes, que vêm alteradas as suas rotinas diárias no trabalho, escola, em atividades sociais ou nas relações interpessoais. Ela pode apresentar vários graus de severidade, mas os sintomas mais comuns persistem durante muito tempo. Entre eles encontram-se sentimentos de tristeza, aborrecimento, irritabilidade, tensão ou agitação, culpa e auto-desvalorização, preocupação e receios infundados, fadiga, perda de interesse e prazer nas actividades diárias, perturbação do sono e do desejo sexual, variações de peso por perturbações do apetite, alterações da concentração, memória e raciocínio; sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral) e, nos casos mais graves, ideias de morte e tentativas de suicídio (a OMS estimou que, por dia, aproximadamente 3000 pessoas cometem suicídio devido à depressão). (1,2,3)
Qualquer pessoa que tenha estes sintomas, deve procurar ajuda médica de imediato. O diagnóstico passa pela avaliação de exames físicos, análises ao sangue (para despiste de um problema na tiróide, por exemplo) e uma avaliação psicológica. (2)
O tratamento da depressão passa por psicoterapia, muitas vezes em conjunto com antidepressivos em casos mais graves. Os fármacos mais comuns no tratamento da depressão são os inibidores seletivos do recaptação da serotonina, como a paroxetina ou a fluoxetina. Existem também outras classes de fármacos disponíveis, como os antidepressivos triciclicos ou os inibidores da monoamina oxidase. É importante realçar que um dos fatores mais relevantes na recuperação dos doentes com depressão é o apoio dos amigos e família. (1,2)
(1) Diseases and Conditions: Depression (major depressive disorder). Mayo Foundation for Medical Education and Research (Consultado a 19-04-2016 em http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/depression/basics/definition/con-20032977)
(2) Saúde CUF. Depressão. (Consultado a 19-04-2016 em https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/depressao)
(3) Marcus et al. DEPRESSION A Global Public Health Concern. WHO Department of Mental Health and Substance Abuse

