Os primeiros microorganismos aos quais um recém nascido é exposto provêm do contacto do bebé com a vagina da mãe durante o parto. Ao nascer por cesariana o recém nascido está a ser privado da exposição a essa microbiota. Dessa forma os microrganismos por este adquiridos serão diferentes daqueles de um bebé nascido por parto normal. Por essa razão o parto por cesariana tem então sido associado a uma maior propensão para que um indivíduo possa adquirir doenças imunes e metabólicas, tais como alergias, asma e obesidade.
Um estudo publicado na revista Nature Medicine este mês verificou que ao se esfregar o recém nascido com os microorganismos presentes na vagina materna, um processo denominado de transferência microbiana, este terá um mês após o seu nascimento aproximadamente o mesmo microbioma a nível oral, da pele, intestinal e oral, que um bebé nascido por parto natural. Contudo continuam sem se conhecer quais as implicações da utilização da transferência microbiana a longo prazo.
De um ponto de vista evolutivo faz sentido que essa exposição seja essencial para o normal desenvolvimento do recém nascido uma vez que até à primeira cesariana, todos os mamíferos eram expostos à vagina da progenitora, entrando em contacto com essa microbiota, tendo esta um papel essencial na saúde e desenvolvimento do sistema imunitário.
Fontes:
Youtube – «Are Babies Healthier When They Come Out Of A Vagina?»
Scientific American – «Scientists Swab C-Section Babies with Mothers’ Microbes»

