Este é um estudo publicado hoje no The New England Journal of Medicine que mostra que os cigarros electrónicos poderão aumentar o risco de cancro em 5 vezes devido à produção de formaldeído.
Os cigarros electrónicos contêm soluções de glicerol ou propilenoglicol, na maior parte das vezes contêm os dois, além da nicotina e dos compostos que conferem aroma. O farmaldeído é um produto da degradação do propilenoglicol que reage com outras moléculas de propilenoglicol ou glicerol durante a vaporização que leva à formação de hemiacetais (estas moléculas são usadas comummente na produção de agentes microbicidas).
Nos cigarros electrónicos, estas moléculas responsáveis pela formação de formaldeído podem atingir, facilmente, concentrações superiores às de nicotina no vapor gerado, isto acontece porque os solventes usados na presença de elevadas temperatura e nas condições de voltagem elevada dos cigarros (5V) originam estes compostos.
Apesar de não se conhecerem os efeitos do formaldeído no trato respiratório, sabe-se que ocupam o grupo 1 de compostos carcinogéneos na classificação da International Agency for Research on Cancer.

Concentração de formaldeído produzida em cigarros electrónicos e no uso de 20 cigarros convencionais. (média ± desvio padrão)
Os estudos mostram que são produzidas 14,4±3,3 mg de formaldeído no caso dos cigarros electrónicos, uma valor cerca de 5 vezes superior ao consumo de 20 cigarros por dia (3 mg).
Os estudos mostraram ainda que este aumento na produção de moléculas capazes de produzirem formaldeído aumentam em cerca de 5 vezes o risco de cancro, para além de que são mais facilmente retidas nas mucosas do que o formaldeído propriamente dito (produzido nos cigarros convencionais).
Fonte: N Engl J Med 2015; 372:392-394 January 22, 2015 DOI: 10.1056/NEJMc1413069

