Dipylidium caninum é um céstode que parasita o cão, o gato, e ocasionalmente o Homem, causando a dipilidiose.
Ciclo de vida

Ciclo de vida de D. caninum
Os proglótides grávidos são eliminados nas fezes ou emergem da região perianal do hospedeiro. Os proglótides desintegram-se no exterior e libertam cápsulas ovígeras (com um número variado de ovos), que são ingeridos por uma pulga. Em casos raros, os proglótides rompem dentro do intestino e aparecem cápsulas ovígeras nas fezes. Depois da ingestão pela pula, a oncosfera é libertada para o intestino, penetrando a mucosa e, na cavidade abdominal, desenvolve a larva cisticercóide. Esta desenvolve-se em adulto e a pulga adulta contém a larva cisticercóide infetiva. O hospedeiro mamífero fica infetado ela ingestão da pula adulta infetada. Embora o cão seja o hospedeiro definitivo, os humanos podem ficar infetados, principalmente as crianças em contacto com animais domésticos infetados. O Homem adquire infeção pela ingestão de pulgas infetadas com a larva cisticercoide. No intestino delgado, a larva cisticercóide desenvolve-se em adulto, que adere à mucosa através do escólex. Os adultos produzem proglótides que têm dois poros genitais em após maturação, tornam-se grávidos, destacando-se do verme adulto e migram para o ânus ou são expelidos nas fezes.
Sintomas
Os sintomas mais comuns são os distúrbios gastrointestinais.
Diagnóstico
Observação de ovos e proglótides (mais comum) nas fezes.

Ovo de D. caninum.
Os ovos de D. caninum são ovais ou redondos. As cápsulas ovígeras têm 5-15 ovos.

Proglótide de D. caninum.
Os proglótides de D. caninum têm dois poros genitais em cada uma das margens laterais e contém cápsulas ovígeras no seu interior.
Imagens: CDC – Centre for Disease Control and Prevention. DPDx – Laboratory Identification of Parasitic Diseases of Public Health Concern (http://www.cdc.gov/dpdx/dipylidium/gallery.html)

