Conhecida como a “Síndrome da Bela Adormecida” devido à sua semelhança com a homónima história infantil, é medicamente conhecida como Síndrome de Kleine-Levin. Esta doença é caracterizada por hipersónia, comportamento alterado e percepção reduzida do meio que rodeia o paciente. Foram também documentados casos de hiperfagia (fome e apetite aumentados) e hipersexualidade (desejo aumentado para actividades de natureza sexual). Trata-se de uma doença rara com uma incidência de uma pessoa num milhão, ocorrendo predominantemente em indivíduos do sexo masculino durante o período da adolescência.
É uma doença episódica que se prolonga por 10 anos ou mais. Cada episódio pode chegar a durar meses o que impossibilita os indivíduos doentes de viverem uma vida normal, trabalhar ou estudar. Chegam a dormir mais de 20 horas por dia, acordando apenas para comer ou ir à casa de banho, continuando mesmo assim num estado sonolento e desorientado. Contudo, estes indivíduos são completamente normais entre episódios.
A causa é ainda desconhecida, pensando-se tratar de uma mal formação a nível cerebral ou de uma doença autoimune uma vez que os episódios são muitas vezes precedidos de sintomas gripais.
O diagnóstico é efectuado quando o indivíduo tem episódios recorrentes de hipersónia acompanhado de outro dos sintomas referidos.
Devido à baixa incidência da doença, o que leva a poucos casos estudo, ainda não existe nenhum tipo de tratamento, recorrendo-se apenas a estimulantes de forma a se reduzir o número de horas que o indivíduo dorme, podendo contudo aumentar a irritabilidade deste.
Fontes:
Ann Indian Acad Neurol. 2010 Oct-Dec; 13(4): 241–246

