Designa-se por estrabismo qualquer desalinhamento dos eixos visuais. O desvio de um dos olhos pode ser horizontal (convergente ou divergente), vertical, ou ainda torsional. Geralmente, observam-se desalinhamentos em mais que uma direcção.
A prevalência de estrabismo em Portugal estima-se à volta dos 3%, estimando-se a existência de 320.000 pessoas com estrabismo em Portugal, sendo 50.000 crianças com idade inferior a 14 anos.
A presença de um estrabismo não compensado prejudica sempre a visão binocular com uma resposta deficiente ou ausente nos testes de estereopsia.
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Sintomas de estrabismo
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Sinais de estrabismo
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Diplopia
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Desalinhamento ocular
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Ambliopia
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Encerramento de um olho
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Diminuição da estereopsia
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Torcicolo
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O diagnóstico é simples, e uma técnica de diagnosticar estrabismo consiste em apontar um feixe de luz nos olhos o paciente, avaliando então a direcção do reflexo ocular, como se pode ver nas seguintes imagens:
“Tratamento
A primeira preocupação a ter com um doente estrábico após o diagnóstico de estrabismo, é efectuar uma avaliação completa da situação clínica. Deve determinar-se qual a causa ou causas, os factores de risco associados e que consequências produziu o desvio.
Mais premente que o tratamento do desvio propriamente dito, é a correcção das causas que lhe podem estar subjacentes. Devem corrigir-se por exemplo todos os erros refractivos significativos que estejam presentes; muitos estrabismos ficam corrigidos somente com a prescrição de uns óculos adequados.
Entre as consequências produzidas pelo estrabismo assume particular relevância a ambliopia. Os óculos, quando indicados são fundamentais, mas muitas vezes são insuficientes para o tratamento; é necessário recorrer a formas de penalizar o olho bom, usando por exemplo oclusões ou recorrendo à instilação de gotas que diminuam temporariamente a visão do olho bom, ou ainda a tratamentos de estimulação da visão.
É necessário enfatizar que estes tratamentos têm por finalidade tratar apenas a função visual e não o estrabismo!
Finalmente o desvio propriamente dito que se mantém após a correcção óptica, tem tratamento cirúrgico. Uma alternativa à cirurgia, é em alguns casos, a aplicação de injecções de toxina botulinica nos músculos extra-oculares.”
Fonte: Oftalmologia Pediátrica




