Desde que entramos para a escola e ao longo de toda a nossa vida, sempre nos falaram de que a poluição tem feito com que se criasse um buraco na camada de ozono que aumenta a radiação UV (ultravioleta) que incide na superfície terrestre. Também nos é dito que um dos grandes responsáveis foi a emissão de CFCs (clorofluorocarbonetos) que contribuí de forma vincada para este problema com repercussões ambientais. No entanto será isto verdade, ou não passa de uma artimanha política e económica?
Não se trata de um buraco
O primeiro ponto a salientar é que o vulgarmente chamado de “buraco da camada de ozono”, não é um buraco na verdade, mas sim um local ou vários onde há uma menor concentração de moléculas de ozono, comparativamente ao resto do planeta.
A NASA é um quanto ou tanto culpada nos dados que geraram toda esta onda de preocupação, pois os primeiros resultados obtidos foram conseguidos de forma um pouco arcaica, pelo que não havia total confiança nos valores obtidos. Recentemente, e com o uso de satélites percebeu-se que os “buracos” na camada de ozono se encontram preferencialmente nos pólos e percebeu-se ainda que esta concentração de ozono nos pólos não é constante. Os resultados evidenciam um ciclo anual na concentração de ozono, isto porque os pólos são locais do planeta onde os tempos de iluminação solar e escuridão total alternam semestralmente. Ora, a radiação solar tem um papel importantíssimo na formação de moléculas de ozono (como o que está descrito nas equações química abaixo), é de esperar que os pólos possuam uma menor concentração de ozono que o resto da atmosfera, pois se existe sempre uma metade que não está iluminada durante 6 meses. Contudo esta descoberta é recente e está ainda a ser estuda pela NASA.
Será por haver interesse em que não se saiba disto?
[latex]O_{2}+luz -> 2O^{.}[/latex]
[latex]O^{.}+O_{2} -> O_{3}[/latex]
Os CFCs
Uma descoberta que remonta à dois séculos atrás, ligou os CFCs diretamente ao buraco na camada de ozono, isto porque o ozono é uma molécula muito instável e o CFCs são capazes de capturar um dos átomos de oxigénio da molécula de ozono, destruindo-a. Embora o CFC que se ligou ao oxigénio possa libertar esse mesmo oxigénio, isto leva o CFC à sua forma nativa e torna-o novamente apto para quebrar mais moléculas de ozono. Os CFCs têm origem natural, no entanto com a produção de equipamentos de refrigeração e aerossóis, as quantidades de CFCs libertadas por origem antropogénica foi enorme neste século, século onde se começou a falar do buraco de ozono e se fez a ligação de causa-efeito.
Contudo há alguns aspectos que não são tidos em conta, tais como…
- A atmosfera obedece a um gradiente de pressão que é maior junto da superfície da Terra e que vai diminuindo até ao espaço, ora os gases mais densos estão junto à superfície e os menos densos
encontram-se mais afastados, bem como a aproximação entre as moléculas é cada vez menor quanto maior a altitude. As moléculas de CFCs são molécula relativamente “pesadas” o que faz com que dificilmente atingissem camadas da atmosfera onde se encontra o ozono para puder reagir e “destruí-lo”. - Existe um mecanismo que para além de produzir CFCs ainda empurra todos os constituintes da baixa atmosfera para camadas mais elevadas, as erupções vulcânicas. Ora não será de esperar que as pontuais erupções vulcânicas são responsáveis por impulsionar os CFCs de origem humana até ao ozono.
- O ponto de ebulição de alguns dos CFCs usados é superior à temperatura que se verifica junto da camada de ozono, pelo que os CFCs como gás que são quando contactam com essas zonas mais frias vão condensando levando ao seu movimento descendente na atmosfera e impedem que estes cheguem junto das moléculas de ozono.
Ainda não está explicado como é que os CFCs atingem a camada de ozono…
Os interesses político-económicos
No século XIX, Haber e Bosch desenvolveram o famoso método de síntese de amoníaco, que foi revolucionário para a época, pois até então todo o amoníaco era obtido naturalmente e não se conhecia forma de o sintetizar. Numa primeira fase o amoníaco foi usado na guerra, mas rapidamente se perceberam as suas características termodinâmicas e a sua aplicabilidade em equipamentos de refrigeração. No entanto, quando o amoníaco sintetizado surgiu, já os CFCs dominavam por completo o mercado mundial, fabricados em grande parte por países da América do Sul. Os CFCs eram baratos e satisfaziam as necessidades de frio para os países quentes do sul. Ora o amoníaco que era produzido nos EUA após a descoberta, não tinha interesse nenhum para além da guerra, pois os custos de produção não conseguiam competir com o dos CFCs. Foi então que se criou todo este relacionamento entre os CFCs e o buraco da camada de ozono, uma tentativa, bem sucedida, levada a cabo pela grande potência da época, os EUA. Como os EUA pretendiam rentabilizar a produção de amoníaco ao máximo desenvolveram estudos (muitos deles sem resultados credíveis) de forma a apresentar resultados que levassem à aprovação mundial da proibição do uso dos CFCs.
Em suma…
Como vemos nada foi provado realmente com estudos concretos e aceitáveis, dado que só agora é que se começam a fazer investigações para perceber a possibilidade de ciclos naturais para as oscilações na concentração de ozono. Para além disso existe ainda uma abordagem que se refere a ciclos solares, em que a luz emitida pelo Sol não é sempre igual e vai variando com os tempos, podendo ser mais ou menos “rica” nos comprimentos de onda essenciais à produção de ozono na atmosfera terrestre. O desejo de monopólio dos EUA e de criar a dependência dos outros países foi o propulsor deste possível “boato” que arruinou a produção industrial de CFCs.
Henrique Fernandes
Fontes: Outra Visão, Wikipédia(1), (2) e SlideShare


