Boyan Slat, um jovem holandês com apenas 21 anos é o responsável pela invenção que levará à maior limpeza da história a nível oceânico já em 2020. CEO da empresa The Ocean Cleanup apercebeu-se do grave problema que é a poluição aquática dos nossos oceanos quando com 16 anos ao fazer mergulho nos mares gregos se apercebeu que encontrou mais sacos plásticos do que peixes.
Tal como referido no website da The Ocean Cleanup, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico acabam nos nossos oceanos todos os anos, acumulando-se em 5 áreas em particular, os giros marítimos — áreas com correntes marinhas rotativas. Um terço de todo o plástico existente nos oceanos neste momento encontra-se no Grande Depósito de Lixo do Pacífico. Todo este lixo afecta directa ou indirectamente toda a fauna e flora marítima assim como os seres vivos que dela se alimentam. É também causa de problemas de saúde pois estes plásticos são capazes de adsorver tóxicos (PCBs e DDTs) que ao serem ingeridos pela flora aquática são bio-acumulados entrando na cadeia alimentar atingindo ultimamente o Homem.
Com este problema em mente ele criou uma tecnologia mais simples e barata que os procedimentos actuais (e.g. utilização de redes de arrasto para recolha dos resíduos de plástico). Esta trata-se de uma rede de barreiras flutuantes que permite que de uma forma passiva o plástico se vá acumulando num ponto central onde poderá ser posteriormente recolhido para reciclagem.
Os estudos indicam que um só sistema de 100 km de extensão será capaz de limpar 42% do lixo do Grande Depósito de Lixo do Pacífico em apenas 10 anos, isto por apenas 4.53 €/kg.
A The Ocean Cleanup encontra-se neste momento em preparações para que tudo esteja pronto a arrancar em 2020 de modo a que os oceanos voltem a ser como sempre deviam ter sido, limpos.
Fontes:




