Uma vida sexual activa é fonte de grandes benefícios para a saúde dos casais idosos e de meia-idade. Segundo o psicólogo clínico britânico, David Weeks, este é um dos segredos para preservar a sua juventude, podendo fazer com que os indivíduos se sintam vários anos mais novos, para além de que o parecerão.
Esta conclusão foi conseguida após vários anos de investigação e foi apresentada durante uma conferência anual da “Faculty of the Pshycology of Older People”, que decorreu em Colchester, na Inglaterra, organizada pela prestigiada British Psychological Society. Ao fim de 38 anos de prática clínica e estudos, David Weeks afirma que uma boa vida sexual é o ingrediente principal para que os casais preservem uma aparência jovial, se mantenham activos e saudáveis e se sintam “significativamente mais jovens” do que aquilo que a verdadeira idade poderia incutir.
“Quando as pessoas pensam no envelhecimento, são tomadas por estereótipos negativos e mitos e estes factores geram sentimentos proibitivos irracionais que tornam as experiências sexuais menos satisfatórias para ambos os parceiros numa relação”, afirmou Weeks.
“No entanto, a qualidade das manifestações sexuais em adultos mais velhos é, normalmente, um indicador de boa saúde e de bem-estar”, defende o psicólogo, que corrobora que “a sexualidade não é uma caraterística das pessoas mais jovens e não deveria ser vista como tal”.
De acordo com David Weeks, “um estudo sobre doenças cardiovasculares em 1997, mostrou que o risco de mortalidade entre os homens com orgasmos frequentes (duas ou mais vezes por semana) era 50% inferior do que entre aqueles que não tinham uma vida sexual regular”. O psicólogo defende, portanto, que “a satisfação sexual é um grande contributo para a qualidade de vida, sendo tão importante, por exemplo, como o compromisso espiritual ou religioso” e que, consequentemente, “é necessário adotar uma atitude mais positiva em relação ao sexo em idades mais avançadas, bem como promovê-lo” enquanto prática benéfica para a saúde.
Fonte: Boas Notícias

