A Caneleira, como o próprio nome indica, é a árvore donde se produz a canela. Pertencentes ao género Cinnamomum e à Família Lauraceae, estas árvores aromáticas de folhas perenes (ou seja, não perdem as suas folhas) podem apresentar diferentes alturas dependendo da espécie (existem cerca de 300 espécies dentro deste género). A C. camphora pode crescer até os 30 m de altura, enquanto a C. verum apresenta alturas entre os 10-15 m.
São árvores muito comuns nas florestas húmidas, especialmente em zonas montanhosas. Estas áreas verdes encontram-se normalmente enevoadas, devido à alta humidade aqui presente. Estas árvores eram encontradas apenas no Sudeste Asiático (nos Himalaias, China, Índia, Sri Lanka são alguns dos locais onde se podem encontrar) antes de se espalharem pelo mundo, quando se tornaram das árvores mais importantes a nível económico. Possuem folhas verdes escuras e frutos pequenos arroxeados e as suas flores também têm uma cor esverdeada.
As árvores de caneleira estão adaptadas ao habitat húmido no qual se encontram. Também devido às chuvas intensas, as folhas das caneleiras, como as folhas das árvores laurel, estão adaptadas de forma a repelir a água da chuva.
A canela é uma das especiarias mais utilizadas em todo o mundo, esta é retirada da casca interna das caneleiras. Várias espécies são utilizadas para este processo, mas a principal espécie plantada é a C. verum, que corresponde a 7 500-10 000 toneladas de produção mundial de canela (se tivermos em conta as outras espécies de caneleiras estes números chegam aos 27 500-35 000). A substância química responsável pelo sabor e odor da canela é o cinamaldeído (link para a Molécula da Semana).
Para além da canela, é possível extrair óleos aromáticos das suas folhas e também da sua casca. Estes e a canela são muito importantes na culinária, sendo possível criar refeições ainda mais apetitosas para a satisfação das papilas gustativas.
Fonte: Wikipédia (1) e (2)




