
Georges Charpak nasceu no dia 1 de Agosto de 1924, em Dubrovytsia na atual Ucrânia. Portanto, sendo de origem judia o que iria ter influência em algumas etapas da sua vida.
Quando Georges era uma criança, seus pais emigraram para França, onde este frequentou o Lycée Saint Louis, seguindo os seus estudos no Lycée Joffre, em Montpellier. Georges Charpak, desde cedo mostrou ser um ativista social, e com apenas 15 anos tinha-se tornado um militante anti-fascista, e obteve nomes falsos para a sua família. No entanto, em 1944 foi enviado para o campo de concentração em Dachau, mas como era poliglota e a sua aparência era mais próxima do conceito da supremacia que Hitler, queria formar (cabelo loiro e olhos azuis), este conseguiu abandonar o campo de concentração no ano seguinte.
Uma vez regressado a França, adotou esta nacionalidade e entrou para a École des Mines, para se qualificar como engenheiro, no entanto cedo percebeu que a física era o que o fascinava, e apesar de as suas qualificações não serem as melhores conseguiu um trabalho no laboboratório Frédéric Joliot-Curie, e fez um doutoramento em Física Nuclear na Universidade de França. Em 1959 tornou-se um dos primeiros físicos a integrar o CERN, e permaneceu lá até se reformar, em 1991. Em 1992, o seu trabalho no âmbito da Física Nuclear, foi reconhecido no momento em que este foi galardoado com o Prémio Nobel da Física pelo seu contributo por formar e desenvolver detetores de partículas, especialmente a câmara proporcional multifios.
Este físico, como já referi, era um elemento ativo da sociedade, e como tal usava o seu estato e facto de ter recebido um prémio Nobel, para exercer influência em alguns assuntos, até à data da sua morte 29 de Setembro de 2010.
