Os gaviões-marinhos (Pandion haliaetus, chamados de “Ospreys” na língua inglesa) são excelentes a capturar peixes, de tal forma que cerca de 99% da sua dieta é peixe. Como tal, esta espécie pode ser encontrada perto de lagos, rios e outros corpos de água, por quase todo o mundo.
Eles mergulham desde alturas entre 9-30 m. Possuem membros inferiores adaptados para apanharem os peixes com as suas garras curvas e transportá-los ao longo de grandes distâncias. Durante o vôo, os gaviões-marinhos transportam o peixe de forma a que haja pouca resistência do ar, isto é, com o peixe de cabeça para a frente paralelo à trajectória de vôo.
Conseguem viver quase 30 anos, fora de cativeiro. Um adulto pode pesar cerca de 1,4-2 kg, ter 1,4-1,8 m de envergadura de asa e 54-58 cm de comprimento.
Muitas vezes são confundidos com as águias-carecas, mas são facilmente distinguidos pela sua penagem branca na zona do ventre e membros inferiores. Também possuem marcas pretas em redor dos olhos, que continuam para baixo da sua face. Águias e gaviões-marinhos frequentam habitats semelhantes, podendo mesmo a chegar a lutar pela comida. As águias forçam os gaviões-marinho a largar o peixe, para o apanharem e roubar em pleno vôo.
Muitas vezes, constroem os ninhos nas construções humanas. Estas aves constroem grandes ninhos com paus e erva e terra, em postes elétricos, postes de telefone, etc. Também é comum construírem-se plataformas de nidificação, por parte de preservacionistas, que desejam recuperar a espécie em certas áreas, onde as populações estão incrivelmente diminuídas. esta prática é comum nos EUA, onde as populações ficaram ameaçadas devido ao uso de certos químicos na agricultura, como o DDT, que enfraquecia as cascas dos ovos e tornava incrivelmente difícil a reprodução da espécie.
Atualmente, as populações recuperaram bastante, nos EUA, mas há certos lugares que ainda estão muito afetados. Esta espécie de ave pode ser encontrada em todos os continentes excepto na Antártida.
A maior parte destas aves são migratórias, que reproduzem-se no norte e migram para o sul, durante o Inverno. Normalmente, a fêmea coloca 3 ovos e a tarefa de os incubar recai sobre ambos progenitores. Os seus ovos não chocam todos ao mesmo tempo, apresentando uma disparidade temporal, assim alguma cria irá ser a mais velha e demoniante em relação ao seus irmãos. Quando há pouco alimento, as crias mais fortes podem ficar com o que está disponível e deixar os seus irmãos à fome.
Fonte: National Geographic, Wikipedia



