O processo BMA, também conhecido como processo de Degussa, é um processo químico desenvolvido pela companhia alemã Degussa para a produção de cianeto de hidrogénio (HCN) a partir de metano (CH4) e amoníaco (NH3) na presença de um catalisador de platina. O cianeto de hidrogénio é deveras relevante para a indústria química, sendo matéria-prima para a produção de químicos intermediários como acrilonitrilo, metacrilato de metilo e adiponitrilo.
O nome deste processo deriva do nome alemão do produto e dos reagentes da reacção: Blausäure (cianeto de hidrogénio), Methan (metano) e Ammoniak (amoníaco).
A reacção é análoga à reforma de metano por vapor de água (SMR), que se trata da reacção do metano com vapor de água:
CH4 + NH3 → HCN + 3 H2, ΔHR = 251 kJ mol-1
A reacção é extremamente endotérmica. Os reagentes reagem num tubo revestido com platina a aproximadamente 1400 ºC. A mistura da reacção contém cerca de 23% (v/v) de HCN e 72% (v/v) de hidrogénio, bem como menores quantidades de amoníaco, azoto e metano que ficou por reagir. A mistura gasosa é depois introduzida num depurador e tratada com uma solução de amoníaco (produzindo cianeto de amónio), permitindo a libertação dos restantes gases (H2, CH4 e N2). Num segundo passo, o HCN é regenerado pela acidificação da solução e isolado por destilação. Devido ao facto da reacção ser bastante endotérmica, o processo BMA tem uma menor relevância para a produção de HCN em larga escala, comparativamente com o processo de Andrussow.
Fonte: Wikipédia | Wikipedia2

