
Ilustração da forma de reprodução entre um macho e fêmea polvo. Crédito: Pierangelo Pirak | BBC Earth
Para o polvo, o seu principal propósito de vida é procriar, sendo que assim que tal objectivo é concluído morre.
O ritual de acasalamento do polvo começa após a procura da fêmea por parte do macho através da libertação de sinais químicos por parte desta. Assim que tal evento se sucede, o macho observa a fêmea verificando se esta cumpre os todos os requisitos, que passam pelo tamanho das fêmeas, pois fêmeas grandes são capazes de produzir mais ovos passando os seus genes a um maior número de descendentes.
De modo a cativar a atenção da fêmea, o polvo emite sinais luminosos de diferentes cores através da sua pele. À medida que a atração entre ambos aumenta, o tecido eréctil de um dos tentáculos do macho, denominado hectocótilo, cresce. Se a fêmea se demonstrar então receptiva, o macho avança introduzindo o hectocótilo no sifão desta.
Após todo este demorado ritual de acasalamento, cada um segue uma vez mais o seu caminho, ficando quer o macho quer a fêmea num estado de demência.
O macho vagueia pelo oceano, sem qualquer propósito de vida, deixando de se alimentar e perdendo cada vez mais peso até à sua morte, quer esta seja causada por fome ou por predação por outros animais.
As fêmeas mantém-se junto das suas crias até à eclosão dos ovos, acabando depois por sofrer do mesmo destino que o macho.
Durante este processo denominado senescência, os polvos tendem ainda a desenvolver pequenas lesões na sua pele que são incapazes de regenerar, sendo muitas vezes a causa da morte destes animais devido à ocorrência de infecções.
Fontes:
Powell, R. “Octopuses enter a dementia-like state after breeding, forget what happened”. Fun Factz. https://funfactz.com/animal-facts/octopus-dementia/ (acedido em 26 de fevereiro, 2018)
Kalupa, J. “Creating Pacific Octopuses”. The Giant Pacific Octopus: Enteroctopus dofleini. http://bioweb.uwlax.edu/bio203/s2012/kalupa_juli/reproduction.htm (acedido em 26 de fevereiro, 2018)

