Alguma vez ouviste falar de rãs fluorescentes? Pois bem, uma equipa de investigadores encontrou na América do Sul uma rã das árvores ponteada (Hypsiboas punctatus) por agora popularmente conhecida por rã fluorescente. Esta tem uma característica peculiar, em exposição à luz visível apresenta uma cor verde amarelada, com alguns tons vermelhos, no entanto sob luz ultravioleta a rã brilha com uma cor verde intensa. A esta capacidade de absorver luz a baixos comprimentos de onda e reemiti-la a comprimentos de onda superiores é chamada fluorescência, algo raro nos animais terrestres. Esta diferencia-se da bioluminescência devido à necessidade de absorção de luz para ocorrer, enquanto que a bioluminescência se deve a luz gerada por reações químicas no organismo do próprio animal.
Até ao momento não se sabia da ocorrência de fluorescência em anfíbios, sendo apenas conhecida em papagaios e alguns escorpiões. Contudo esta espécie em particular é capaz de o fazer, algo que se deve à posse de moléculas até agora não encontradas noutro animal — hyloin-L1, hyloin-L2 e hyloin-G1 — presentes no tecido linfático, pele e secreções glandulares, que possuem uma estrutura química que lhes permite esse fluorescência.
A razão pela qual a rã possui esta habilidade é incerta, podendo ser uma forma de comunicação, camuflagem, ou para atrair potenciais parceiros. Visto que pouco é conhecido sobre os fotorreceptores deste animal, não se sabe se serão capazes de ver a sua própria fluorescência.
O próximo passo será observar outras espécies de rãs das árvores na esperança que estas também possuam esta capacidade, permitindo um melhor conhecimento da função ecológica e comportamental da fluorescência.
Fontes:
Nowogrodzki, A. (2017, 13 de Março). First fluorescent frog found. Retirado de https://is.gd/GAtTkM
Taboada, C., et al. (2017). Naturally occurring fluorescence in frogs. Proceedings of the National Academy of Sciences. doi: 10.1073/pnas.1701053114


