O termo adaptação olfactiva refere-se à incapacidade não patológica de detectar um determinado odor após exposição prolongada a este. Tal é notório quando por exemplo deixamos de conseguir cheirar um perfume algum tempo após o aplicarmos.
A adaptação olfactiva é um exemplo de adaptação neuronal e é particularmente importante de modo a impedir um sobrecarregamento do sistema nervoso, permitindo responder mais rapidamente a novos estímulos que se encontrem fora do “normal”.
Este fenómeno é de particular importância para pessoas cuja profissão dependa do seu olfacto, tais como um provador de vinhos ou um perfumista. Estes acreditam que cheirar grãos de café é capaz de reverter a adaptação olfactiva, no entanto os estudos nesta área continuam controversos. (1,2)
Fontes:
- Grosofsky A, Haupert ML, Versteeg SW. 2011. An exploratory investigation of coffee and lemon scents and odor identification. Percept. Mot. Skills. 112(2):536–38
- Noam Sobel. 2006. UC Berkeley. “Influence of Smelling Coffee on Olfactory Habituation”

