Christian Anfinsen nasceu no dia 26 de Março de 1916, na Pensilvânia (EUA), mudando-se mais tarde na sua infância para Filadélfia. Anfinsen foi um cientista que se destacou pelos seus estudos sobre a estrutura de enzimas, e as suas respetivas funções.
Em 1937 obteve o seu bacharelato pela Universidade de Swarthmore, sendo que dois anos mais tarde conclui a sua graduação em Química Orgânica, pela Universidade da Pensilvânia. Nesse mesmo ano e no ano que se seguiu, residiu em Copenhaga onde mantinha uma bolsa de investigação, no entanto, devido ao despoletar da II Guerra Mundial, viu-se forçado a regressar aos Estados Unidos da América, e assim optou por seguir para a Universidade de Harvard onde realizou o seu doutoramento em “Quantitative Histochemical Studies of the Retina”, concluindo-o em 1943. Os 7 anos que se seguiram foram passados nesta instituição, como professor de Química Biológica. Em 1950 tornou-se chefe do laboratório de Fisiologia Celular e Metabolismo no National Heart Institute.
O ponto alto da sua carreira, ocorreu em 1972 quando recebeu o Nobel da Química partilhado com Stanford Moore e William H. Stein da Universidade de Rockefeller, pelo trabalho desenvolvido com a ribonucleose, em especial sobre a ligação entre a sequência de aminoácidos e a conformação biológica activa. Esta foi confirmada através de uma experiência com a ribonucleose, colocando-a em ureia, que leva à desnaturação das proteínas, e à perda da sua actividade biológica; de seguida colocaram a ribonucleose nas condições ditas normais, e verificou-se que a ribonucleose retomava tanto a sua conformação nativa, como a sua atividade biológica, o que comprovava que toda a informação necessária para encontrar o estado nativo está contida na sequência de amonoácidos, que constitui a estrutura primária da proteína.
Para além de ser um notável cientista, Anfinsen também se dedicou a causas político-sociais, sendo que presidiu a Comissão dos Direitos Humanos da Academia de Ciências dos Estados Unidos, onde teve um papel crucial na defesa dos direitos de cientistas em outros países, chegando a deslocar-se a estes para defender vários cientistas que se encontravam em risco, devido ao regime vigente nestes. Publicou ainda vários livros e artigos, como é inerente e próprio dos cientistas. Faleceu no dia 14 de Maio de 1995, vítima de ataque cardíaco.

