Boas tardes a todos, mais uma vez o Animal em Destaque apresenta-vos uma espécie de animal muito famosa e curiosa. Quando foi apresentada aos cientistas, eles ficaram chocados e julgaram que era uma brincadeira de muito mau gosto, mas estavam enganados. Esta espécie, chamada de Ornithorhynchus anatinus, é uma mistura de um pato (patas e bico), uma lontra (pêlo), com um castor (cauda). Pelas imagens já devem ter-se apercebido que o artigo de hoje é sobre o famoso e único Ornitorrinco, um animal relativamente pequeno e baixo.
Juntamente o com o equidna, são os únicos mamíferos que põem ovos, em vez de dar à luz a crias como os restantes mamíferos. E são também dos poucos mamíferos venenosos, existentes. Mais especificamente, os machos. Estes possuem esporões venenosos nos seus tornozelos, capazes de matar animais pequenos e de incapacitar humanos adultos. A segregação destas toxinas aumenta durante a época de acasalamento, portanto julga-se que sirva de arma contra machos rivais.
Estes carnívoros caçam debaixo de água, e tal como os castores nadam graciosamente. Porém quando caçam, não utilizam nem a visão, nem o cheiro, pois quando submergem pregas de pele fecham as narinas, ouvidos e olhos. Possuem um sentido especial, chamado de electrolocalização, em que usando receptores no seu bico, conseguem detectar os campos eléctricos das contracções musculares das suas presas. Porém só conseguem, ficar 1 a 2 minutos debaixo de água.
Vasculham o fundo de lagos e rios, no litoral oriental australiano. Onde apanham minhocas, marisco, insectos e larvas, juntamente com pedrinhas e lama. Juntam tudo nas bochechas onde esmagam os alimentos, visto que não possuem dentes, daí necessitarem de pedrinhas para ajudar na parte mecânica da digestão.
Em terra, conseguem retrair a pele das suas patas, revelando unhas, desta forma conseguem correr, nem que seja de forma um pouco desajeitada. Com estas garras conseguem cavar tocas nas bermas da água, para abrigo. Utilizam-nas de forma a protegerem-se a si e aos seus ovos, de predadores como árvores de rapina, ratos, animais domésticos como cães e gatos e também lagartos monitores (parentes de menores dimensões e menos venenosos do dragão de komodo).
As fêmeas selam-se dentro de uma das divisões da toca, onde depositam os seus ovos. São normalmente um ou dois ovos, e elas aquecem-no com o seu corpo. O processo de chocar ovos dura mais ou menos 10 dias e as crias de ornitorrinco são muito pequenas e indefesas. As progenitoras amamentam os durante 3 a 4 meses, através de glândulas mamárias que segregam leite por poros, visto que elas não possuem mamas.
Actualmente possuem populações estáveis, e como sempre são vulneráveis à poluição e destruição de habitat. Se quiserem ver um, talvez a decisão mais acertada é ou irem a um zoo ou oceanário, ou viajarem até à longínqua Austrália!
E pronto parece me o suficiente para hoje, espero que tenham desfrutado, até à próxima semana!
Luís M. Tavares



