Uma equipa internacional cientistas está a planear vasculhar as profundezas do Loch Ness, durante este mês de junho, com o intuito de perceber se o monstro escocês existe ou existiu. Os trabalhos recorrerão a ADN ambiental (em inglês eDNA) para perceber se o monstro existe ou não.
O eDNA
O uso de eDNA já mostrou os seus frutos como ferramenta para monitorizar a vida marinha de certas espécies, como baleias e tubarões.
A locomoção dos animais no seu habitat deixa sempre para trás vestígios de ADN da sua pele, escamas, penas, urina, fezes… Assim sendo, esse ADN pode ser capturado, sequenciados e depois utilizados como forma de identificação da espécie, explica Neil Gemmell da Universidade de Otago, na Nova Zelânida.
O monstro de Loch Ness
A primeira referência ao monstro de Loch Ness remota ao século VI, onde um monge irlandês teria banido uma “fera da água” para o fundo do rio Ness.
Em 1934, foi tirada uma foto ao presumível monstro (Figura 2), mas esta cabou por ser desmetida 60 anos depois. Aparentemente, a fotografia reatratava uma farsa, onde um modelo marinho se econtrava ligado a um submarino brinquedo.
Sucedeream-se inúmeras tentativas falhadas de rastrear o monstro. Em 2003, a BBC financiou uma extensa investigação científica que usou feixes de sonar e rastreamento via satélite para varrer toda a extensão do lago.
A equipe de Gemmell, composta por cientistas da Grã-Bretanha, Dinamarca, Estados Unidos, Austrália e França, faz questão de enfatizar que a expedição é mais do que apenas uma caça aos monstros.
“Enquanto a perspectiva de procurar evidências do monstro de Loch Ness é o objetivo principal para este projeto, há uma quantidade extraordinária de novos conhecimentos que vão ser adquiridos com o trabalho sobre os organismos que habitam o Loch Ness”, disse Neil Gemmell.
Espera-se que todas estas descobertas sejam apresentadas em janeiro de 2019.
Fontes: Reuters
Thomsen, Philip Francis and Eske Willerslev. “Environmental DNA – an Emerging Tool in Conservation for Monitoring Past and Present Biodiversity.” Biological Conservation 183 (2015/03/01/ 2015): 4-18. http://dx.doi.org/https://doi.org/10.1016/j.biocon.2014.11.019.



