Um dos grandes problemas actuais é a poluição ambiental, e o plástico ocupa uma grande percentagem da poluição total. O plástico normalmente demora muito tempo a degradar-se no ambiente (pode chegar aos 500 anos) levando á sua acumulação, tanto em terra como nos oceanos.
A acumulação por si só já é um problema grave, que causa a morte de muita fauna (especialmente marítima) todos os anos, mas também há o problema da libertação de compostos tóxicos com a degradação deste poluente, que vão poluir ainda mais. A eliminação deste poluente por incineração tabém não é viável porque são libertados compostos ainda piores para a atmosfera.
Uma maneira de atacar este problema é com a reciclagem do plástico, mas nem todos os tipos deste material podem ser reciclados facilmente.
É aqui que entra a nova criação de um grupo de investigadores da North Dakota State University, que criaram como prova conceptual um plástico que quando exposto à luz solar degrada-se a uma grande velocidade (as amostras criadas degradavam-se em cerca de 3 horas).
Como é que funciona?
Este plástico é criado pela polimerização de fructose (um açúcar simples encontrado em maior parte dos alimentos naturais doces) com um composto sensível à luz UV.
Quando este composto fotossensível é exposto a radiações UV com um comprimento de onda de 350 nm (presente na luz solar normal) vai dissociar-se da fructose a que está ligado, desfazendo-se o plástico. Desta degradação origina-se uma solução líquida que pode ser muito facilmente reconvertida a plástico.
Para já é uma tecnologia com pouca ou mesmo nenhuma aplicação prática pois ninguem quer um produto que se desfaça umas horas depois de ser produzido/comprado, mas abre caminho para novas formulações de plástico com propriedades muito interessantes, que podem vir a evitar mais poluição.
Fontes
http://onlinelibrary.wiley.com/


