Um estudo publicado na revista científica Nature, mostra que os investigadores científicos mais novos tem de lutar muito mais do que as gerações anteriores para poderem ocupar um lugar pequeno no mundo académico.
O número elevado de doutorados…
Há cada vez mais doutorados para a procura do mercado não académico. Consequentemente, a única fuga possível para toda esta mão de obra altamente qualificada é o meio académico. O problema desta situação está nos números… A título de exemplo, em 2014, doutoraram-se 40100 indivíduos nos EUA, mas abriram apenas 3000 em meio académico em todo o país.

Estagnação do investimento
Além disso, o financiamento para investigação atingiu um plateau nos últimos anos, sendo que alguns casos houve mesmo um decréscimo, como o que aconteceu em Portugal. Menos dinheiro e mais qualificados para fazer investigação, reduz a probabilidade de sucesso numa candidatura a financiamento para menos de 20%.

Os tubarões…
Os jovens investigadores concorrem também para financiamento ao qual os “tubarões” também concorrem. Entenda-se “tubarões” como os investigadores mais velhos, com mais recursos e um CV recheado de publicações e trabalhos. Neste ambiente, os jovens investigadores que tentam a sua candidatura são completamente “devorados” pelos mais experientes.

Pouco tempo para fazer investigação
No meio de tantas candidaturas e burocracias na procura de algum investimento na sua investigação, acaba por reduzir drasticamente o tempo dedicado ao que realmente importa, a investigação científica. Os dados mostram que os investigadores acabam por dedicar apenas 38% dos seu tempo a “fazer ciência”:

Felizes ou nem por isso?
Em termos de satisfação de carreira, e apesar de todas as dificuldades e precariedade associado ao trabalho como investigador científico, cerca de 60% dos investigadores mostra-se satisfeito ou muito satisfeito com a sua situação. Destacam-se os investigadores mais velhos que se revelam os mais satisfeitos.

O que acha desta situação?
Fonte: Nature News
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