Apesar de habitualmente a resolução de puzzles seja benéfica para o cérebro, estes revelaram ter um efeito secundário surpreendente: convulsões no braço esquerdo de um rapaz de 25 anos enquanto resolvia sudoku, havendo uma paragem das mesmas caso a resolução fosse descontinuada. Este caso, publicado hoje na revista JAMA Neurology, retrata a história de um rapaz que após ter estado enterrado numa avalanche durante 15 minutos, privando o cérebro de oxigénio, começou a desenvolver tremores durante a resolução de um puzzle de sudoku. Segundo Berend Feddersen, neurologista da Universidade de Munich, Alemanha, primeiro autor do artigo, o homem tentou resolver os puzzles imaginando-os em 3D. Quanto mais ele se concentrava, maior era o movimento do seu braço. Este caso pouco habitual sugere que quando ocorrem danos em fibras inibitórias, a actividade neuronal de uma dada área do cérebro pode atingir áreas vizinhas – neste caso, a parte responsável pelo movimento do braço. Contudo apesar do dano, a solução foi simples: há cinco anos sem resolver sudoku, e o rapaz não voltou a demonstrar convulsões.
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