
O ácido hipofosforoso é um oxoácido de fósforo e um poderoso agente redutor. É também conhecido por ácido fosfínico. Embora a sua fórmula molecular seja H3PO2, a fórmula HOP(O)H2 é muito utilizada, por tratar-se de uma apresentação mais descritiva da molécula, com realce para o seu carácter de ácido monoprótico. Sais derivados deste ácido são fosfinatos (ou hipofosfitos). O HOP(O)H2 existe em equilíbrio com a forma tautomérica HP(OH)2. Muitas vezes o primeiro é denominado por ácido fosfínico e o segundo por ácido hipofosforoso.
O ácido hipofosforoso (HPA) é um sólido cristalino deliquescente incolor. Dado o seu baixo ponto de fusão (26,5ºC), este pode apresentar-se, à temperatura ambiente, sob a forma de um líquido oleoso. Tem uma massa molar de 66,00 g / mol, uma densidade de 1,493 e um ponto de ebulição de 130ºC (ao qual se decompõe). Tem um pKa de 1,2 e é solúvel em água, álcoois, éter e dioxano. Tem uma estrutura molecular pseudo-tetraédrica.
Este ácido é preparado industrialmente via um processo de dois passos. Primeiro, a obtenção de hipofosfoitos de metais alcalinos ou alcalino-terrosos resulta do tratamento de fósforo branco com uma solução aquosa quente do respectivo hidróxido de metal (e.g. hidróxido de cálcio).
P4 + 3OH− + 3H2O → 3H2PO2− + PH3
O ácido livre pode depois ser preparado pela adição de um ácido forte ao sal.
H2PO2− + H+ → H3PO2
Alternativamente, o H3PO2 pode ser obtido a partir da oxidação de fosfina com iodo em água.
PH3 + 2I2 + 2H2O → H3PO2 + 4I− + 4H+
Na química orgânica, o HPA pode ser usado para reduzir sais de arenediazónio, convertendo ArN2+ a Ar-H. Quando diazotado numa solução concentrada de ácido hipofosforoso, um grupo amina pode ser removido de arenos, selectivamente sobre alkilaminas. Devido à sua capacidade como forte redutor e como sequestrador (scavenger) de oxigénio, é também utilizado como aditivo nas esterificações de Fischer, prevenindo a formação de impurezas com cor. É ainda utilizado na indústria farmacêutica, na descoloração de polímeros, no tratamento de águas e na recuperação de metais preciosos e de metais não ferrosos.
Dado que o HPA pode ser usado para reduzir iodo a ácido hipoiodídrico, que é um reagente bastante eficiente na redução da efedrina ou da pseudoefidrina a metaanfetamina, a DEA (Drug Enforcement Administration) classifica este composto (e sais derivados) como um químico precursor da Lista I.
São inúmeros os derivados do HPA, nos quais os dois átomos de hidrogénio diretamente ligados ao fósforo são substituídos por grupos orgânicos. Estes derivados são conhecidos como ácidos fosfínicos e os seus sais são conhecidos como fosfinatos. Alguns complexos metálicos são obtidos a partir deste ácido, como por exemplo o Ni(O2PH2)2.
Fontes: Wikipédia
Imagem: http://goo.gl/wXOfBa

