Uma pesquisa recente levada a cabo por cientistas da Universidade do Oeste da Inglaterra concluiu que os fungos também possuem sentimentos. O estudo envolveu bolor limoso, um organismo conhecido pela capacidade de encontrar o caminho mais curto para chegar até ao seu alimento.
“Sorriso” do fungoOs investigadores pretendem descobrir o porque do Physarum polycephalum ser tão “inteligente”, e a primeira de uma bateria de experiências equiparou os movimentos do bolor às emoções humanas. Assim, a equipa mediu os impulsos eléctricos que o ser vivo produzia quando se movia através de uma placa de microeléctrodos, convertendo os dados recolhidos em sons. Os dados de áudio foram analisados contra um modelo psicológico e traduzidos para a emoção correspondente. Dessa forma, as informações obtidas enquanto o bolor se movia à procua do seu alimento correspondiam a alegria, enquanto a raiva foi obtida através da reação à luz, isto porque o bolor é sensível à luminosidade.
Como o bolor não consegue, de forma alguma, expressar as suas emoções, os cientistas usaram uma cabeça robótica para evidenciar os resultados do estudo durante a conferência Living Machines, em Londres. Assim, o público pôde acompanhar as reações do bolor limoso através de sorrisos e de manifestações de raiva. Pode verificar isso mesmo no vídeo abaixo.
Fontes: Tecmundo e The Scientist

