A abelha-do-mel-japonesa (Apis cerana japonica) é uma sub-espécie pertencente à espécie Apis cerana, que é a abelha-do-mel-asiática. Comparativamente com a Apis mellifera (abelha-do-mel-europeia), as abelhas pertencentes à espécie Apis cerana são um bocado mais pequenas; constroem colmeias de menor dimensões em pequenos espaços (como troncos ocos); apresentam um abdómen mais listrado e não produzem grandes quantidades de mel devido às dimensões reduzidas da colmeia.
Possuem uma linguagem gestual muito própria e sabe-se que tendem a abandonar a sua colmeia, quando o néctar e pólen do território em redor começa a diminuir, preferindo migrar para regiões mais ricas em alimento. Antes de haver migração, as abelhas tendem a esvaziar os seus depósitos de mel e esperar que todas as larvas eclodam.
A abelha-rainha, como noutras espécies de insectos, é a única que deposita ovos, perpetuando a existência da colónia. De forma a impedir que as abelhas-obreiras (também fêmeas) depositem também ovos, a abelha-rainha liberta feromonas que impedem a ativação dos seus ovários. Mesmo que por acaso, haja abelhas-obreiras que depositem os seus ovos, as outras obreiras vão devorá-los, removendo-os da colmeia. Um dos mecanismos propostos para que haja essa distinção é que apenas os ovos da rainha possuem certos hidratos de carbono que são reconhecidos pelas obreiras.
A temperatura da colmeia é mantida entre os 33-35,5 ºC. Em dias de demasiado calor, as abelhas posicionam-se em posições estratégicas, para que quando baterem as suas asas, consigam remover a maior parte do calor e humidade do ninho.
Os seus inimigos naturais são as vespas-gigantes-japonesas (Vespa mandarinia japonica)), capazes de dizimar colónias inteiras de abelhas. Só que as abelhas-japonesas desenvolveram uma estratégia para lidar com os seus predadores. A explicação encontra-se no seguinte link, num vídeo.
Através da análise do DNA mitocondrial, descobriu-se que as abelhas-do-mel-japonesa são originárias da península coreana.
Fonte: Wikipedia (1), (2)



