Plea primeira vez, investigadores mediram o campo magnético produzido por uma planta, neste caso a Dioneia (Dionaea muscipula), uma planta carnívora.
As plantas carnívoras desenvolveram métodos para se poderem alimentar de insetos. Esta adaptação é extremamente útil para solos em que a concentração de azoto é limitada e insuficiente. Enquanto que a maioria das plantas utiliza métodos passivos de captura, outras possuem estruturas que fecham rapidamente para aprisionar as suas presas.

Neste tipo de plantas, como é o caso da Dioneia, os insetos provocam um estímulo elétrico quando pousam nas suas folhas. Este estímulo é responsável pelo fecho rápido das folhas, capturando o inseto. Já era sabido que os estímulos nervosos nos animais são capazes de gerar campos magnéticos. No entanto, desconhecia-se esse efeitos nas plantas. Então, um grupo de investigadores decidiu medir esses campos magnéticos.
Campos Magnéticos das Plantas
Os campos magnéticos gerados por plantas são muito mais fracos do que os produzidos por animais, o que os tornava impossíveis de detetar utilizando tecnologia mais antiga. Portanto, os investigadores recorreram a magnetómetros atómicos para detetar os campos magnéticos muito fracos com densidade de fluxo de apenas 0.5 picoTesla. Trata-se de um campo magnético 20 mil milhões de vezes inferior aos comuns ímanes de frigorífico. Além disso, mostrou-se que estas plantas são capazes de reagir ao calor e ao sal da mesma forma que aquando do pousar de uma presa.
Os investigadores especulam que todas as plantas deverão produzir campos magnéticos, que, no caso de plantas sem estes mecanismos de captura, serão ainda mais fracos. Adiantam ainda que esta informação poderá ser utilizada como indicador do estado de stress ou de quão saudável está a planta.
Fonte: IFLScience

