A pandemia por COVID-19 está longe de ter terminado e o mundo inteiro trava ainda uma árdua batalha contra a propagação do vírus SARS-CoV-2. Apesar disso, começam a surgir vários estudos para medir os impactos desta pandemia nos diversos aspetos da nossa sociedade.
Dados recentes mostraram que, 9 meses depois do início da pandemia, o número de nascimento em Espanha tinha caído 22.6%. De acordo com “El País”, Espanha registou menos 13 mil nascimentos no período de dezembro 2020 a janeiro 2021 comparativamente com análogo período do ano anterior. Um cenário similar foi observado no Reino Unido, França e Estados Unidos da América (EUA).
Nos últimos anos, esta tendência de decréscimo no número de nascimentos já havia sido reportada. Os indicadores já apontavam, nessa altura, para a primeira diminuição da população mundial (num ritmo muito mais reduzido) depois de vários séculos de crescimento constante. No entanto, esta pandemia pode ter acentuado esta situação e com um impacto superior ao inicialmente avançado.

A diminuição do número de nascimentos está relacionada com vários fatores, nomeadamente no que diz respeito a questões económicas. Muitas famílias perderam rendimentos e muitas outras foram “empurradas” para a pobreza. Esta quebra abrupta de rendimento dá menos certezas aos casais que poderiam estar a pensar em ter filhos. Além disso, a pandemia não favorece o espírito de intimidade e os níveis de atividade sexual diminuíram durante a pandemia, mesmo para os casais que vivem juntos.
Os especialistas não arriscam previsões relativamente à evolução da taxa de natalidade para os próximos tempos. Avançam ainda que a natalidade dependerá muito de como evoluirá a situação pandémica nos próximos meses.
Fonte: IFLScience

