A teaflavina (e seus derivados) pertence a uma classe de flavonóides que abunda nas folhas secas da planta Camellia sinensis (planta do chá) e de outras plantas do mesmo género. Estes compostos são polifenóis com propriedades antioxidantes, formados nas folhas do chá por condensação de flavanóis via oxidação enzimática (erradamente denominada de fermentação). As principais teaflavinas do chá preto são a teaflavina-3-galalato, teaflavina-3’-galalato e a teaflavina-3-3’-digalalato.

Propriedades Físico-Químicas
A teaflavina é um biflavonóide que corresponde à cetona 3,4,5-trihidroxibenzociclohepten-6-ona, mas substituída nas posições 1 e 8 por grupos (2R,3R)-3,5,7-trihidroxi-3,4-dihidro-2H-cromen-2-ilo. O seu nome, segundo a nomenclatura da IUPAC, é 3,4,5-trihidroxi-1,8-bis[(2R,3R)-3,5,7-trihidroxi-2-cromanil]-6-benzo[7]anulenona. Trata-se de um sólido de cor vermelha, com fórmula molecular C29H24O12 e massa molar 564,5 g mol-1.
Investigação em Saúde
Flavonóides como a teaflavina neutralizam radicais livres (especialmente superóxido) e aumentam a actividade de destoxificação das enzimas de phase II no fígado. Em estudos em animais, estes polifenóids têm demonstrado efeitos anti-tumorais, pois induzem apoptose das células tumorais, interferem com a divisão celular, inibem a invasão celular e bloqueiam a angiogénese induzida por factores de crescimento.
Em testes in vitro, vários polifenóis provenientes do chá (especialmente aqueles com grupos galoílo), conseguem inibir a replicação do HIV-1 via múltiplos mecanismos de acção.
Estudos clínicos em humanos, publicados em 2003, demonstraram o potente efeito das teaflavinas em reduzir os níveis de colesterol no sangue, tanto o total como o LDL.

