O moleiro-do-sul (Stercorarius maccormicki) é uma ave marinha grande, pertencente à família Stercorariidae. Antigamente, era conhecido como moleiro-de-MacCormick, em honra do explorador e cirurgião naval Robert McCormick. McCormick, um britânico do séc. XIX, foi o primeiro a colecionar um moleiro.

Um moleiro-do-sul possui patas e penas adaptadas à água. Autor: Rémi Bigonneau.
Às vezes, esta espécie, juntamento com outros moleiros maiores do hemisfério sul, como o moleiro-grande, são colocados num género diferente, Catharacta.
O moleiro-do-sul é uma ave grande, medindo 53 cm em comprimento. Indivíduos adultos têm uma cabeça e ventre de cor castanho-claro ou esbranquiçado. O resto do seu corpo e asas são castanhos acinzentados. Normalmente é fácil distinguir indivíduos de diferentes espécies, excepto aqueles que possuam cores escuras. Também é difícil distinguir crias e juvenis, devido às cores e aparência semelhante.
É uma ave migratória que costuma invernar no alto mar, nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico.

Um indivíduo na Baía de Terra Nova, no Antártico. Autor: Paride Legovini.
O moleiro-do-sul está classificado como “Pouco Preocupante”, em termos de conservação
O acasalamento ocorre na costa do Antárctico. Aqui é onde também nidificam. Estas áreas não se encontram cobertas por neve. Entre Novembro e Dezembro, a progenitora coloca usualmente dois ovos. O moleiro-do-sul é uma ave bastante defensora, fazendo vôos rasantes perto da cabeça de intrusos que se aproximem do seu ninho. Os humanos também podem ser alvo destes ataques.
Alimenta-se principalmente de crias de pinguins e peixe. Também costuma alimentar-se de outros pássaros, coelhos e carcaças. Como muitas outras espécies de moleiros, o moleiro-do-sul comporta-se como um pirata. Apesar de não ter tanta agilidade (como outros moleiros mais pequenos), o moleiro-do-sul assedia as suas vítimas de forma violenta, tentando-lhes roubar o alimento.

