Diphyllobotrium latum é um céstode que infeta não só o Homem, mas outros animais que consomem peixe, já que estes hóspedes obrigatórios deste parasita. D. latum tem um crescimento rápido, com os proglótides jovens (já com os esboços dos órgãos sexuais), adultos e grávidos (com ramificações uterinas apenas na zona central) aproximadamente todas do mesmo tamanho.
Ciclo de vida

Ciclo de vida de D. latum.
Os ovos imaturos são eliminados nas fezes. Em meio aquático, os ovos maduram e desenvolve-se o coracídeo, uma estrutura ciliada e redonda. O coracídeo é ingerido por um crustáceo e aí dá origem a uma larva procercóide. O crustáceo é ingerido por um peixe pequeno, no qual a larva procercóide é libertada do crustáceo e migra para o músculo do peixe, dando origem à larva plerocercóide. Estes peixes pequenos são alimento de outros peixes de maior porte e a larva procercóide aloja-se na musculatura destes peixes e o Homem pode adquirir a infeção pela ingestão destes peixes contaminados se estiverem crus (sushi) ou mal cozinhados. Após ingestão, as larvas procercóides desenvolvem-se em adultos imaturos e depois em adultos maduros, que irão residir no intestino delgado. Os adultos aderem à mucosa intestinal através do seu escoléx. Os ovos imaturos são libertados dos proglótides e eliminados nas fezes (também podem ser libertados proglótides).
Sintomas
A infeção é geralmente assintomática, mas podem ocorrer distúrbios gastrointestinais e perda de peso.
Diagnóstico

Ovos de D. latum.
Observação de ovos nas fezes. Os ovos de D. latum não têm oncosfera, mas têm um opérculo que permite à larva eclodir do ovo. Normalmente têm uma forma oval.
Imagens: CDC – Centre for Disease Control and Prevention. DPDx – Laboratory Identification of Parasitic Diseases of Public Health Concern (https://www.cdc.gov/dpdx/diphyllobothriasis/index.html)

