Em suma:
- A Agência Espacial Europeia (ESA) transmitiu os últimos comandos ao módulo Schiaparelli. Lançada a 14 de Março deste ano, o módulo irá aterrar em Marte já no dia 19 de Outubro.
- Esta missão pertence ao projecto ExoMars, um projecto da ESA e da Roscosmos, e tem como finalidade de proporcionar às agências espaciais a tecnologia necessária para aterrar na superfície de Marte.
Actualmente, as atenções estão voltadas para as missões espaciais a Marte da NASA e da SpaceX. No entanto, existem outras agências igualmente interessadas a chegar ao Planeta Vermelho. A Agência Espacial Europeia (ESA) aliou-se à Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) nesta corrida a Marte, com o lançamento do módulo Schiaparelli… o qual irá aterrar já na próxima semana.
O módulo Schiaparelli faz parte do projecto ExoMars, realizado pela ESA em colaboração com a Roscosmos. Este projecto tem como tem como objectivos procurar sinais de vida (passada ou presente) em Marte, investigar a dinâmica da água marciana e do ambiente geoquímico, investigar gases vestigiais na atmosfera e, subsequentemente, demonstrar as tecnologias necessárias para uma missão futura de recolha de amostras. O módulo Schiaparelli irá proporcionar às agências espaciais a tecnologia necessária para a aterragem na superfície de Marte.
A ESA concluiu a transmissão dos comandos de aterragem para o módulo, o qual irá aterrar em Marte já no dia 19 de Outubro. Os comandos foram transmitidos em duas partes: a primeira, transmitida a 3 de Outubro, activou os temporizadores para a saída do módulo do modo de hibernação; a segunda, enviada a 7 de Outubro, proporcionou a sequência de comandos da missão para a entrada na atmosfera e aterragem.

Visão artística do Schiaparelli em Marte
Se tudo correr bem, o Schiaparelli irá separar-se da nave Trace Gas Orbiter a 16 de Outubro. Quando chegar à atmosfera superior de Marte, o módulo irá atingir uma velocidade de 21000 km / h e, a cerca de 11 km de altitude, os pára-quedas serão abertos para reduzir a velocidade de queda.
O único potencial perigo para a missão é o clima, nomeadamente as tempestades de areia, típicas nesta altura do ano. Ainda assim, a ESA não se encontra muito preocupada. Aliás, a agência encontra-se excitada com os próximos eventos.
“Nós sempre soubemos que poderíamos chegar a Marte numa altura de tempestades de areia e o Schiaparelli foi desenhado já a pensar nessa possibilidade”, disse Jorge Vago, cientista da ESA. “E do ponto de vista de recebermos informação acerca da electrificação de atmosferas carregadas de partículas, poderá vir a ser bastante interessante”, disse Vago ao canal BBC News.
Uma vez em Marte, o Schiaparelli terá 2 a 4 dias marcianos para conduzir testes usando os kits que alberga. Depois disso, as suas baterias irão esgotar-se. Esta missão funcionará como teste para futuras missões da ESA e da Rússia ao Planeta Vermelho – em particular para a missão do lançamento do rover da ExoMars, em 2020, que irá fazer perfurações no solo marciano e conduzir testes geoquímicos.
Fontes: Futurism | ESA | Wikipedia – Schiaparelli | Wikipedia – ExoMars

