O pato-real (Anas platyrhynchos), conhecido como mallard duck em inglês, possui uma aparência bastante familiar e conhecida: os indivíduos machos desta espécie apresentam uma uma cabeça verde e um bico amarelo e uma faixa branca há volta do pescoço. O pato-real pode ser encontrado em quase todos os cantos do mundo, apresentando uma enorme distribuição geográfica.

Pato-real macho (à direita) e fêmea (à esquerda). Nota-se um claro dimorfismo sexual.
Autor: Richard Bartz.
Pertencente à família Anatidae, o pato-real pode ser encontrado em quase todos os corpos de água doce da Europa, Ásia e América do Norte, e mesmo pode ser encontrado na Austrália. Apesar de preferir lagos calmos e de poucas profundidade, também pode habitar locais com água salgada ou salobra, como pântanos.
A espécie apresenta um claro dimorfismo sexual, onde o macho apresenta cores mais distintivas e vibrantes que a fêmea. A cabeça verde icónica juntamente com a faixa branca no pescoço e o corpo acinzentado são bem conhecidos. As fêmeas apresentam principalmente uma coloração castanha mas também possuem penas azuis iridiscentes dispostas em faixas em ambas asas, tal como os machos.

Um pato-real macho a demonstrar as penas azuis iridiscentes que possui nas asas.
Autor: Rror.
O pato-real pode chegar a crescer até aos 65 cm de comprimento e pesar cerca de 1,4 kg.
São aves sociáveis e podem ser observadas em grupo a nadar pela água, à procura de alimento. Raramente mergulham, preferindo passar a maior parte do tempo à procura de alimento perto da superfície da água. Este alimento inclui invertebrados, peixes, anfíbios e uma variedade de plantas. Também é costume irem para terra e alimentarem-se de plantas e sementes.
Os principais predadores do pato-real (contando com crias ou ovos) incluem raposas-vermelhas, felinos, guaxinins, gambás, doninhas, outras espécies de aves (como corvos, corujas ou falcões) ou cães.

Cria de pato-real.
Autor: Charles J. Sharp
Durante a época de acasalamento, os patos-reais formam pares e migram para as regiões norte, durante o verão. Aqui, constroem ninhos no chão ou cavidades protegidas. Normalmente, a progenitora coloca uma dúzia de ovos, que serão incubados durante quase um mês. Os machos são territoriais durante a maior parte deste período, mas na recta final, eles abandonam os ninhos e juntam-se a outros bandos de machos.
Tudo tem de ficar pronto para a migração para sul para fugir ao Inverno.

Pato-real fêmea nadando com as suas 12 crias.
Autor: Charles J. Sharp.
A maior parte das sub-espécies de pato-real não se encontra ameaçada e apresenta populações bastante estáveis e com grande distribuição geográfica, porém a única ameaça à espécie a hibridização com outros patos.
É também considerada uma espécie invasiva, noutras regiões, onde os patos-reais desequilibraram os ecossistemas graças à introdução por ação humana nas regiões.
Fonte: National Geographic, Wikipédia

