Investigadores desenvolveram materiais com capacidades regenerativas. Até agora, materiais auto-reparáveis conseguiam reparar fendas microscópicas. Estes novos materiais regeneradores conseguem preencher fendas e buracos macroscópicos fazendo “crescer” material novo.
“Nós demonstramos a reparação de materiais sinteticos, não-vivos, através de sistemas similares aos mecanismos de reparação por crescimento de novo de alguns seres vivos”, disse Professor Jeffry Moore, professor de química e membro da equipa de investigação.
Estas capacidade de auto-reparação poderão vir a ser utilizadas, não só a nível de bens de consumo – como carros que conseguissem reparar danos provocados por um acidente, minutos após a colisão – mas também para peças e produtos que sejam difíceis de substituir ou reparar, tais como os que são usados pela aeronáutica.
Estas capacidades regenerativas inspiram-se nos sistemas circulatórios biológicos e na sua capacidade de reparação vascular por coagulação.
Utilizando redes de pequenos capilares permitem o transporte dos agentes reparadores ao sítio danificado que, por sua vez, leva à reparação da zona em questão.
Neste caso em concreto, o material possui dois capilares paralelos são preenchidos com químicos que fluem para o exterior quando ocorre algum dano. Ao misturarem-se, estes dois líquidos formam um gel, que vai preenchendo a falha, reparando a zona danificada. Depois o gel solidifica e endurece, dando origem a um polímero duro, que restaura a força mecânica do plástico.
“Tivemos que lutar contra vários factores, incluindo a gravidade” disse Scott White, professor de engenharia aeroespacial e líder da equipa de investigação. “Os dois químicos formam um gel rapidamente, o que faz com que, mal saia fora dos capilares, comece logo a solidificar. Se tal não ocorresse, então os líquidos simplesmente verteriam para fora da região danificada. Como forma um gel, este suporta e retém os fluidos. Como não é ainda um material estrutural, nós conseguimos prolongar o processo de crescimento e reparação bombeando mais fluido para o local afectado”.
A equipa demonstrou o seu sistema regenerativo para os dois tipos de plásticos: termoplásticos e os termoendurecidos. Este sistema pode ser regulado e ajustado para o tipo de dano através da alteração da cinética da formação do gel.
Os investigadores sonham com polímeros que possuam redes destes capilares cheios destes fluidos, prontos para actuar sempre que ocorrer um dano na estrutura.
Fonte: Phys.org

