Nest edição do Laboratório Online vamos falar de um método bastante utilizado para crsitalizar protéinas para posterior análise – o método da gota suspensa.
Contexto
As proteínas são estruturas moleculares muito complexas, pelo que a sua análise estrutural pelos métodos convencionais (como a espectrometria de massa) é normalmente praticamente impossível. Face à necessidade de informação estrutural sobre proteínas foram desenvolvidas várias técnicas para obter essa informação.
Dessas técnicas a mais utilizada é provavelmente a difracção por raios-X, que permite a identificação estrutural de proteínas com uma boa resolução. No entanto para ser aplicada esta técnica é necessário que a proteínas esteja organizada num cristal compacto, o que levanta outro problema, pois maior parte das proteínas não cristaliza facilmente, sendo necessário usar processos para provocar a cristalização, tal como o método da gota suspensa.
Teoria e realização
O método da gota suspensa é bastante simples na sua teoria básica – neste método utiliza-se o conceito de transferência osmótica de água por via gasosa.
Uma gota de solução da proteína com uma certa concentração de sal é colocada num vidro de relógio que é colocado sobre um reservatório que contem uma solução salina de maior concentração salina. Esta diferença nas concentrações salinas das duas soluções vai causar a migração da água da gota para a solução do reservatório, fazendo com que a proteína cristalize.
No entanto esta cristalização nem sempre é tão simples pois existem vários factores que influenciam os tamanho, quantidade e qualidade dos cristais formados. Este factores incluem a diferença entre as concentrações salinas das duas soluções, a natureza da própria proteína, a duração do processo e a adição ou não de compostots que ajudam á crsitalização.
Uma das proteínas mais fáceis de cristalizar é a lisozima.




