Há pouco tempo atrás, um membro do parlamento russo acusou os Estados Unidos da América (EUA) de serem o único país capaz de desligar a internet de todo o mundo. Segundo o deputado, esse tipo de acções deveriam ser reguladas por uma entidade internacional, como a ONU, mas criada para regular as telecomunicações da Terra.
Durante a Guerra Fria, os EUA iniciaram o desenvolvimento de uma forma de comunicação que não pudesse ser interrompida em caso de ataques à bases militares, ou seja, que a comunicação não fosse perdida. Contudo, a Internet vulgarizou-se e deixou de estar concentrada e debaixo da alçada dos EUA. Contudo, após o desvendar de projetos secretos como o PRISM, o nível de desconfiança sobre essas questões aumentou de forma incrível.
Todo o equipamento ligado à internet possui um endereço IP atribuído, uma espécie de bilhete de identidade que possibilita a comunicação. E como forma de simplificar as pesquisas foram atribuídos os DNS que atribuem endereços mais legíveis aos IPs de modo a que estes não sejam um número que tenhamos de decorar. Precisamente graças aos DNS que basta digitar “www.fciencias.com” em vez do código IP associado ao FCiências. Contudo, existem servidores que estão responsáveis por atribuir o DNS a cada um dos IPs, ora o desligar destes servidores traria grandes consequências à World Wide Web. Mesmo assim, ao contrário do que tem circulado na internet nos últimos tempos, não existe um botão que desligue todos esses servidores. Mesmo assim há quem diga que todos esses servidores se encontram em solo norte americano. Bem, isso é falso, o site root-servers.org mostra que estes servidores estão espalhados por todo o globo terrestre.
Commumente, o próprio pai da internet, Tim Berners-Lee, nega a possibilidade de que a rede possa ser desligada. “Da forma como é projetada, a internet é bastante descentralizada. Hoje, como países conectam-se uns com os outros de maneiras muito distintas, não existe um botão de desligar, ou seja, não há um local central onde alguém possa desligá-la”, afirmou. Contudo, a internet pode ser partida, trabalhado de forma localizada e não de forma global. Como se mais do que uma internet se tratasse.
Outro ponto a ser tomado em consideração é que a internet é algo muito maior do que uma série de websites. Existem servidores de email, de chats, de transferências de arquivos e de muitos outros serviços que não são tão aparentes aos olhos da maioria. Derrubar os serviços de DNS, como muitos temem, poderia prejudicar a comunicação, tornando-a mais lenta por um determinado período, mas não a interromperia. Segundo Tim Berners-Lee, a internet só poderia ser parada se os líderes de todas as nações do mundo se reunissem e decidissem reestruturar a internet, transformando-a em uma rede centralizada. E se um dia isso for considerado pelos governos, o inventor da web considera muito importante que todos se posicionem contra.
Fonte: Tecmundo


