Parece estranha a pergunta, mas foi precisamente a esta pergunta que M.A. Fardin tentou responder, explicando propriedades reológicas dos gatos para perceber se estes se comportam como um líquido, um sólido ou ambos.
Definição de estados (líquido, sólido e gasoso)
As questões iniciais prendem-se com a definição de fluído ou líquido. Historicamente, a definição de sólido, líquido ou gás dependiam apenas de avaliações qualitativas, onde os sólidos eram capazes de manter volumes e formas constantes ao longo do tempo, os líquidos mantinham o volume e adquiriam a forma do recipiente onde estavam contidos e o gás expandia para ocupar todo o volume que tinha disponível.
A questão que se coloca é se os gatos podem realmente ser líquidos à luz destas definições.
Como mostra a figura acima, os gatos são capazes de ocupar a forma do recipiente onde se encontram, além disso os gatos mais velhos apresentam um tempo de relaxação mais curto, o que faz com que mais facilmente se tornem líquidos comparativamente aos gatos mais jovens.
Da figura acima podemos observar alguns fenómenos típicos dos líquidos mas aplicados aos gatos. Na fotografia (a) temos o fenómeno da capilaridade, em (b) algo como uma superfície “felinofóbica”, equivalente a uma gota de água numa superfície hidrofóbica, em (c) o gato não fluí porque está em situação de stress como o ketchup num recipiente que não escorre, em (d) mostra-se a propriedade de líquido viscoso que pode assumir um gato e em (e) repulsão para certas superfícies, como a água.
Fonte: Rheology



