
A alfa metiltriptamina (αMT ou AMT) é uma substânica psicadélica, estimulante e empatogénica (promove conexão emocional, empatia) pertencente à classe das triptaminas. Foi originalmente desenvolvida como antidepressivo pela empresa farmacêutica Upjohn nos anos 60 e e foi utilizada por na Rússia sob o nome comercial Indopan, antes de ser descontinuada dos mercados. O seu nome segundo a IUPAC é 3-(2-aminopropil)indole e a sua fórmula molecular é C11H14N2. Tem massa molar 174,247 g mol-1 e um ponto de fusão de 98-100 ºC.
A α-metiltriptamina é uma triptamina com um grupo substituinte metilo no carbono alfa. Esta substituição do carbon alfa torna-a menos susceptível à enzima monoamina oxidase A (MAO), prolongando assim o seu tempo de semivida e consecutivamente permitindo que chegue ao cérebro e actue no sistema nervoso central. A α-metiltriptamina é bastante similar ao neurotrasmissor serotonina (5-hidroxitriptamina), daí o seu efeito estimulante. Esta funciona como inibidor da enzima MAO, como inibidor da reassimilação das 3 principais monoaminas – serotonina, noradrenalina e dopamina – e como agonista não selectivo do receptor da serotonina.
A alfa metiltriptamina pertence à lista de substâncias controladas em diversos países, incluindo os Estados Unidos da América, Reino Unido e países da União Europeia.
Dosagem e efeitos
Uma dose de 20-30 miligramas é suficiente para que os seus efeitos psicadélicos e estimulantes se tornem visíveis, podendo o estado psicadélico desencadeado durar até 12 horas. Uma dose superior a 40 mg é considerada como dose perigosa. Em casos raros ou em situações de doses extremas, os efeitos podem durar mais de 24 horas.
Efeitos secundários
Os efeitos secundários reportados incluem ansiedade, inquietação, tensão muscular, tensão nos maxilares, dilatação das pupilas, taquicardia, dores de cabeça, náuseas e vómitos, assim como outros sintomas similares aos provocados pelo consumo de LSD, psilocibina, dimetiltriptamina e metilenodioximetanfetamina (MDMA).
Mortes provocadas pelo consumo de alfa metiltriptamina são raros mas, sendo um potente estimulante da libertação de monoaminas, doses excessivas podem conduzir a danos ao nível do sistema nervoso. Os poucos casos reportados estão relacionados com o consumo de doses excessivas ou com a co-ingestão com outros estupefacientes. Um adolescente britânico morreu em Agosto de 2013, por ter consumido 1 g de AMT.
Fontes: Wikipédia | SigmaAldrich | Pubchem | EMCDDA
Imagem: Farmer Dodds – Flikr

