A revista Nature Chemical Biology publicou um estudo realizado por uma equipa de investigação, na Austrália, que avança com um novo composto químico capaz de bloquear uma proteína relacionada com a fraca resposta ao tratamento de doentes oncológicos.
A morte das células anormais no nosso organismo é deveras importante contra o desenvolvimento de um cancro. No entanto, as células cancerígenas adquirem características genéticas que fazem com que as mesmas evitem a morte celular. Este facto reduz a eficácia de tratamentos como a quimioterapia. As células cancerígenas podem tornar-se de longa duração e produzir elevados níveis de BCL-XL. Esta proteína, normalmente, é responsável por impedir que as células morram, sendo que altos níveis da mesma estão associados a piores resultados em pacientes que têm cancro do pulmão, estômago, cólon e pâncreas.

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WEHI-539, é uma substância desenvolvida para se ligar e bloquear a função da proteína BCL-XL. Esta é a primeira substância criada a partir do zero que utiliza a estrutura tridimensional de BCL-XL para construir o seu desenho. De acordo com o investigador Guillaume Lessene mesmo que a substância em causa não venha a ser optimizada para ser administrada em pacientes, vai ser uma ferramenta importante para entender o modo como a proteína BCL-XL controla a sobrevivência das células cancerígenas.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=57514&op=all
